A divisão de jogos da microsoft registra seus primeiros sinais reais de expansão financeira depois de enfrentar um período marcado por desligamentos em larga escala, encerramento de equipes e suspensão de títulos. Segundo Asha Sharma, lider da marca, a melhora marca a recuperação após a retração enfrentada pelo serviço de assinatura em 2025.
Impacto dos lançamentos recentes Em entrevista concedida ao portal Windows Central, a executiva destacou que a chegada recente de títulos exclusivos desenvolvidos internamente foi fundamental para que a corporação alcançasse indicadores positivos.
“Tomamos a decisão correta de reinvestir no negócio, após uma baixa histórica, e começamos a retornar ao crescimento — que é 2 para 3 vezes maior do que o patamar que estávamos e esperamos que continue”, revelou a executiva.
O balanço financeiro aponta um crescimento de 30% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. O desempenho inicial foi considerado forte em obras como Minecraft Dungeons II, Gears of War: E-Day e World of Warcraft Forever.
Reestruturação e redução de pessoal Apesar dos resultados animadores, o processo de recuperação exigiu um preço elevado, incluindo projetos descartados e o desligamento de milhares de profissionais dos estúdios, além de remanejamentos para novas estruturas, a exemplo da transferência da Halo Studios para a alçada da Activision.
O plano de reestruturação da companhia prevê que mais de 3.000 colaboradores sejam desligados até o ano de 2027. Metade desse total já foi cortada apenas no atual semestre, com novas movimentações previstas até o encerramento do ano fiscal, programado para abril do próximo ano.
Estratégia para a próxima geração Olhando para o futuro do mercado de consoles, a liderança da empresa avalia que a divisão precisa se antecipar às demandas tecnológicas, o que inclui o desenvolvimento do novo Xbox Helix acompanhado de uma estratégia ampla de dispositivos.
“Nos movemos para a família de dispositivos da 10ª geração. Não há apenas um aparelho que se encaixe em todas as propostas. Certamente teremos um grande console, mas também sabemos que muitos jogadores precisam ser atendidos. Há algumas coisas em que somos os melhores do planeta ao produzir e outras que teremos parceiros para isso. Compartilharemos mais conforme os nossos planos avançarem”, reforça a executiva.
A companhia também avalia tendências de mercado semelhantes às da concorrente Sony, consultando o público sobre o interesse em um console totalmente digital, sem leitor de discos, para definir os próximos passos de sua linha de hardwares.
Fonte: Portal Canal Tech




