Uma viagem até a China marcou a oportunidade de testar antecipadamente o aguardado Phantom Blade Zero. A convite da desenvolvedora S-Game, a experiência incluiu uma semana inteira de imersão cultural por Pequim e Xangai, passando por pontos turísticos como a Cidade Proibida e a Muralha da China antes do evento principal de testes.
Estrutura de ponta e foco no combate
Para a sessão de hands-on, que durou cerca de 5 horas, a S-Game montou uma estrutura com aproximadamente 40 computadores de alto desempenho, equipados com placas RTX 5080, processadores Ryzen 7 9800X3D, 32 GB de memória RAM DDR5 e periféricos ASUS ROG com monitores 4K.
Como a demonstração cobriu apenas o início da jornada, a narrativa ficou em segundo plano para dar espaço ao sistema de luta, apontado como o grande orgulho da equipe de desenvolvimento. O fundador e diretor do estúdio, conhecido como Soulframe, chegou a apresentar o arsenal em versões reais e levou os convidados para acompanhar gravações de kung-fu em um estúdio de captura de movimentos.
Mecânicas dinâmicas e o debate sobre o estilo soulslike
O fluxo de batalha traz comandos tradicionais como ataques, defesas, o recurso de aparar (parry), esquivas e habilidades especiais. A grande virtude está na fluidez dos movimentos, resultando em confrontos altamente cinematográficos que podem se tornar referência para o mercado.
Embora os criadores tenham deixado claro que a obra não pertence ao gênero soulslike, a experiência prática com o título aproxima bastante o ritmo das lutas aos padrões da franquia da FromSoftware. O sistema de dificuldade oferece três opções (fácil, normal e difícil), sendo que o modo mais desafiador altera de fato o comportamento e os padrões de investidas dos oponentes, indo muito além de simples ajustes na barra de vida.
Exploração e desempenho na Unreal Engine 5
O mapa adota um formato intermediário entre o mundo aberto e a linearidade estrita, funcionando como corredores amplificados que escondem caminhos alternativos e itens opcionais. O visual remete bastante à estética naturalista vista em Black Myth: Wukong, compartilhando o mesmo pano de fundo histórico da China antiga.
Rodando na Unreal Engine 5, o jogo impressionou pelo realismo e pela qualidade dos efeitos visuais em 4K na placa RTX 5080, mantendo uma taxa fluida acima de 60 quadros por segundo. No entanto, foram notados alguns engasgos de travessia (stutterings) típicos da engine, problemas que o estúdio garantiu estar corrigindo nas otimizações finais que antecedem a chegada do software.
Com lançamento programado para o dia 28 de outubro com versões confirmadas para PlayStation 5 e PC, o título reúne todos os ingredientes para se destacar entre os grandes lançamentos dos próximos anos, atraindo entusiastas de RPGs de ação e produções focadas em artes marciais.
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Fonte: Portal Canal Tech




