As ações do Magazine Luiza (MGLU3) registraram forte alta nesta quinta-feira (8), ainda que fechando longe das máximas, em meio à continuidade do rali do setor de varejo, em especial causado por recuo nas taxas de DIs. O papel encerrou o pregão com ganhos de 5,56%, cotado a R$ 10,25, após ter disparado cerca de 10% durante os negócios mais cedo.
Comportamento da curva de juros
O avanço expressivo acompanha o movimento de baixa generalizada nas taxas de juros por toda a curva a termo. No final da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 ficou precificada em 12,54%, recuando 5 pontos-base em comparação com o ajuste de 12,593% da sessão anterior.
Já na ponta longa, o contrato do DI para janeiro de 2035 encerrou a 12,6%, apresentando uma baixa mais acentuada de 18 pontos-base frente aos 12,779% registrados anteriormente.
Impacto do cenário político
Desde o último domingo, impulsionada pelos desdobramentos do resultado do primeiro turno e pela percepção de que Flávio lidera as projeções na disputa contra Lula, a taxa do DI para janeiro de 2035 acumulou uma retração expressiva de 153 pontos-base.
Esse ambiente macroeconômico favorável intensificou o otimismo que teve início no final de setembro, posicionando a empresa como uma das principais beneficiadas pelo momento positivo do mercado acionário.
Projeções do mercado financeiro
A perspectiva positiva atraiu o interesse dos investidores para os papéis, beneficiando o segmento de consumo doméstico com a promessa de um cenário financeiro mais brando. Especialistas apontam a companhia como a principal beneficiada por esse movimento.
Conforme levantamento das instituições financeiras, o Goldman Sachs e o BTG Pactual calculam impactos próximos de 20% nos resultados diante de uma redução de 1 ponto percentual nos juros, enquanto o Itaú BBA ainda encontra mais de 40% de potencial em seu cenário normalizado, embora o Goldman mantenha recomendação neutra para o ativo.
Fonte: Portal Info Money




