O número de contestações relacionadas a fraudes financeiras conhecidas como o golpe do falso advogado registrou uma disparada impressionante de 549% entre os correntistas do Santander, conforme apontam dados exclusivos revelados pela instituição financeira.
Como os criminosos aplicam a fraude
O esquema apresenta semelhanças com o tradicional golpe da falsa central telefônica, mas adota uma narrativa voltada para a área jurídica. Os criminosos utilizam informações verídicas sobre ações judiciais que ficam disponíveis publicamente na internet para abordar as vítimas por meio de ligações ou aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, utilizando perfis falsos com nomes e fotos de profissionais reais.
Durante a comunicação, os farsantes alegam que a pessoa possui valores a receber referentes a um processo em andamento. Contudo, para que a suposta liberação do dinheiro aconteça, eles exigem o pagamento antecipado de taxas fictícias, quase sempre por meio de Pix. Para dar veracidade à farsa, os golpistas chegam a enviar documentos falsificados e links de páginas fraudulentas com o objetivo de roubar dados confidenciais.
Perfil das vítimas e estados mais afetados
O levantamento do banco, que comparou os registros entre janeiro e julho de 2026, detalha que quase oito em cada dez vítimas possuem idade superior a 40 anos. Além disso, a concentração geográfica é bastante expressiva: 70% de todas as ocorrências registradas se concentram em três estados da região Sudeste, sendo eles Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
“O golpe explora informações públicas sobre processos para abordar vítimas um momento em que ela acredita estar prestes a receber um valor inesperado. Por isso, o senso de urgência e a promessa de liberação da indenização impedem uma análise mais cuidadosa da situação”, orienta o CISO do Santander, Leandro Granja.
Dicas essenciais de segurança
A principal recomendação das autoridades e especialistas em segurança da informação para evitar cair nesse tipo de armadilha é manter a desconfiança diante de contatos inesperados, especialmente aqueles que envolvem promessas de dinheiro rápido ou exigem urgência. É fundamental confirmar qualquer informação diretamente em canais oficiais e entrar em contato com o seu advogado ou escritório por meio de telefones e e-mails que você já utilizava anteriormente, evitando responder aos contatos suspeitos.
Também é importante questionar veementemente qualquer exigência de cobrança antecipada para liberação de valores e lembrar que contratos, decisões judiciais e guias de pagamento enviados por desconhecidos podem ser totalmente falsificados. Caso tenha efetuado alguma transferência financeira para os criminosos, a recomendação é contatar imediatamente o atendimento do seu banco e registrar um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima.
Fonte: Portal Canal Tech






