Geração sanduíche. A expressão passou a ser usada por pesquisadores para descrever adultos que ficam espremidos entre duas frentes de cuidado: a geração mais jovem e a mais velha da família, segundo a psicóloga Letícia Figueiredo.
“Esse termo foi cunhado nos estudos das ciências sociais e das humanidades por volta de 1980. Ele representa a ação de cuidado entre gerações. Na ideia do sanduíche, temos algo que está sendo prensado, pressionado. E, no caso dessa geração, estamos falando de cuidado. São pessoas que cuidam da geração passada, geralmente pais, avós, pessoas idosas, e também da próxima geração, que geralmente são filhos e sobrinhos.”
O envelhecimento da população é responsável por parte dessa situação. Mas há outros fatores.
“Estamos tendo uma transição demográfica. No Brasil, há um alargamento da faixa etária, ou seja, as pessoas estão vivendo mais. No século 21, vemos famílias cada vez menores. Então, esse cuidado acaba recaindo sobre alguém. Na maioria das vezes, essa responsabilidade recai sobre as mulheres.”
Os brasileiros estão vivendo mais tempo. A expectativa de vida ao nascer chegou a 75 anos e meio, segundo o IBGE, e segue aumentando com a melhora das condições de saúde e do acesso a tratamentos.
Esse cenário faz com que muitas famílias convivam por mais tempo com três gerações vivas: avós, pais e filhos.
Em 1980, a população brasileira tinha cerca de 4% de pessoas com 65 anos ou mais. Em 2022, essa parcela já ultrapassava 10%, e a tendência é de crescimento nas próximas décadas.
Créditos Rádio Nacional/ Agência Brasil



















