Curitiba é conhecida como cidade modelo em urbanismo, detentora do título de capital com melhor índice de desenvolvimento humano, e agora também considerada um importante hub de tecnologia no país. A capital paranaense chegou aos seus 333 anos mantendo a vocação para a inovação, especialmente na área tecnológica, tendo como reflexo o aumento contínuo de startups na região.
Hoje a cidade abriga 670 startups, por meio do Vale do Pinhão, que é um ecossistema que fomenta tecnologia, empreendedorismo e sustentabilidade. E foi por causa desse programa, inclusive, que Curitiba se tornou referência em smart city e em desenvolvimento sustentável no Brasil, sendo reconhecida em 2019, internacionalmente, com mais um título: uma das seis cidades mais inteligentes do mundo.
“Nós temos muitas startups médias e grandes, a exemplo dos “unicórnios”, que valem mais de um bilhão de dólares, e que chegam a ter entre 500 e 1000 funcionários”, explica Dario Paixão, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação. “Na questão de geração de renda, as startups são muito importantes. A área de inovação e tecnologia é hoje um dos setores econômicos que mais arrecada e ajuda a gerar mais emprego na nossa cidade”, sinaliza.
O estímulo ao empreendedorismo e a economia criativa já se tornaram uma via de mão dupla para a cidade. Enquanto o setor de inovação e tecnologia traz para Curitiba uma melhoria econômica e de oportunidades, proporcionando o avanço da qualidade de vida local, ele próprio se fortalece, porque o ecossistema curitibano nessa área é propício.
“Aqui nós temos excelente conectividade, um ambiente maduro para negócios, apoio ao empreendedorismo, uma legislação já mais avançada em relação a esse ecossistema de inovação. Temos, por exemplo, o programa Curitiba Tecnoparque, que auxilia as empresas a inovarem, gerando emprego e renda com benefício fiscal”, diz Paixão.
De acordo com ele, é isso que faz com que Curitiba tenha uma terra bem semeada para que futuros unicórnios nasçam e, principalmente, se fixem na região, porque existe o consumo, a tecnologia e os talentos. “Sair de Curitiba ocasiona abrir mão de qualidade de vida para seus funcionários, para a equipe diretiva, para os sócios da empresa. E é por isso que os unicórnios acabam ficando, até porque é muito fácil conversar com o resto do mundo a partir da nossa cidade”.
Histórico de avanços tecnológicos
Beto Marcelino, sócio da ICiTies, hub de negócios em smart cities e responsável pela organização do Smart City Expo, que teve sua sétima edição acontecendo no fim de março em Curitiba, diz que a capital paranaense não está surfando em uma tendência atual: ela tem um histórico na área tecnológica também.
Ele aponta que o Curitiba Tecnoparque já existe há décadas e reforça a característica de Curitiba de estar sempre com um pé no futuro. E isso, junto a um grupo de fatores sociais, atrai cada vez mais investidores. “É um conjunto de ações entre o impulso e o acompanhamento da gestão pública, junto das universidades e das empresas juniores, que trazem a oportunidade de alunos já saírem com suas próprias empresas, e mais a iniciativa privada que vê o ambiente próspero”.
De acordo com Marcelino, muitos investidores têm bons olhos para Curitiba e buscam encontrar empresas com potencial em que possam fazer aportes financeiros.
“Temos na cidade várias áreas e hubs de inovação como o hub da mobilidade e mesmo o nosso hub de cidades inteligentes, por exemplo. Isso tudo acaba atraindo a atenção e grandes investimentos vindos de fora do país, onde o dinheiro acaba rodando e alimentando startups. A associação dos produtores de software da região, a Assespro, também mantém sempre aquecido esse universo, tornando-o atraente para investidores e criando um ambiente fértil com vários eventos”.
Capital humano fortalecido
Para Paixão, ser esse hub de tecnologia que possibilita parcerias como a da MOA Venture Partners, é um dos fatores que permite e que continuará permitindo a Curitiba ter os índices que atraem pessoas para morar, para criar, para empreender e para investir.
“Isso faz com que o capital humano seja melhor reconhecido pelo mercado de trabalho. É uma população com mais massa crítica e que aposta na geração de talentos nas escolas. Dessa forma, os problemas da cidade acabam sendo solucionados de uma maneira mais eficiente e tudo isso colabora para a melhoria dos índices de qualidade de vida e dos indicadores de desenvolvimento humano”, finaliza.
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