Mais de 50 organizações nacionais e internacionais se reúnem, a partir desta quarta-feira (10), na primeira edição do Festival Nacional de Economia Popular e Solidária, no Píer Mauá, na zona portuária do Rio de Janeiro. O evento foi criado de forma colaborativa, articulando parcerias entre as esferas federal, estadual e municipal, além de bancos comunitários, universidades e outras entidades.
Programação
Com programação voltada para geração de renda, inclusão produtiva e fortalecimento da economia solidária no país, o festival conta com atividades diversas, como painéis temáticos, oficinas, plenárias e debates. Alguns dos destaques são o seminário nacional “Economia Popular e Solidária no Centro do Desenvolvimento do País” e uma feira com mais de 200 empreendimentos solidários de diferentes estados brasileiros, reunindo artesanato, gastronomia, cultura e soluções criativas.
Segundo o secretário executivo da Rede de Gestores de Políticas Públicas de Economia Solidária, Jairo Santos, o festival celebra também a regulamentação da lei que trata desse modelo econômico no país:
“Temos a presença de pessoas ligadas à OIT, à força-tarefa de economia solidária da ONU, muitas universidades do Brasil participando, que vêm ao Rio para comemorar esse processo de reconstrução da economia solidária no Brasil, tendo como marco principal desse período a aprovação da Lei Paul Singer, que é a lei da economia solidária no Brasil.”
Jairo Santos fala também sobre a expectativa de público para o festival:
“O público esperado é de 30 mil pessoas. Nós estamos com 250 expositores preparados para atender todo o público, e temos também 30 estandes de ativação, onde estão os nossos patrocinadores, onde estão localizados muitos empreendimentos ligados às centrais, e que estarão preparados para atender o público.”
O secretário reforça os números atuais da economia solidária no país:
“Nós temos certeza da existência de mais de 30 mil empreendimentos de economia solidária no Brasil. Isso junto com um grande contingente que faz parte do que chamamos de economia popular, em torno de 40 milhões de pessoas, gerando renda e, com isso, podendo prover as suas famílias de forma sustentável, com um cuidado com o meio ambiente, com um cuidado com a dignidade das pessoas.”
Até domingo
A programação do primeiro Festival Nacional de Economia Popular e Solidária vai até domingo, dia 14, e conta ainda com apresentações musicais, performances artísticas, poesia, cordel e intervenções culturais. No sábado, dia 13, está prevista a apresentação da “Carta do Rio para a Economia Solidária do País”, reunindo propostas para o crescimento do setor.
Todas as atividades do evento são gratuitas.
Créditos Rádio Nacional/ Agência Brasil



















