Exportadores rompem acordo histórico de preservação na Amazônia
©Foto: Fernando Frazão
A Abiove anunciou oficialmente sua saída da Moratória da Soja, acordo firmado em 2006 para impedir a comercialização de soja proveniente de áreas desmatadas da Amazônia. A decisão ocorre após a vigência de uma lei estadual que limita benefícios fiscais a empresas que adotem compromissos ambientais além da legislação vigente. Governador Mauro Mendes comemorou a medida, destacando que agora as empresas devem seguir apenas o Código Florestal Brasileiro. Ambientalistas, como o Greenpeace, criticam a saída, alertando que o pacto ajudou a reduzir o desmatamento entre 2009 e 2022. Segundo o Ipam, o fim da Moratória pode aumentar o desmatamento em até 30% até 2045. A Abiove defende que o legado de monitoramento e sustentabilidade da soja será mantido.
A decisão divide opiniões no setor, com produtores locais apoiando a lei estadual. Organizações civis pedem que o STF avalie a suspensão da norma estadual para proteger o acordo. Apesar de voluntário, o pacto era referência internacional em produção sustentável. O debate evidencia o conflito entre incentivos fiscais e compromissos socioambientais no agronegócio brasileiro.