Crise institucional leva governo a convocação extraordinária do Conselho da República
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Diante da intensificação da crise institucional e da divulgação de novas pesquisas eleitorais, integrantes próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a defender uma reação mais firme do governo. Entre as propostas em discussão estão a convocação extraordinária do Conselho da República e a criação de mandatos fixos para futuros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo apuração da CNN Brasil e dos jornalistas Daniel Rittner, Danilo Moliterno e Elis Barreto.
Assessores diretos do presidente avaliam que Lula deve buscar uma reunião urgente com o atual presidente do STF, Edson Fachin, para tentar construir uma saída negociada e reduzir tensões. Nos bastidores, há quem defenda que o governo sinalize apoio à abertura de investigações contra o ministro Alexandre de Moraes e pressione pelo afastamento de André Mendonça da relatoria de casos sensíveis, como o Master e o INSS, além de encerrar o inquérito das fake news.
O clima no Palácio do Planalto é de preocupação crescente, especialmente após pesquisa da Nexus mostrar Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula em simulação de segundo turno. Para auxiliares do presidente, a disputa em torno do STF tende a ser o tema central da reta final da campanha, superando debates sobre economia ou segurança pública.
Entre as alternativas discutidas, está a defesa de uma emenda constitucional que estabeleça mandatos de dez a quinze anos para futuros ministros da Corte. Outra possibilidade seria a convocação do Conselho da República, órgão consultivo formado por representantes dos Poderes e da sociedade civil, embora haja receio de que essa medida amplifique ainda mais a crise e prejudique a campanha de reeleição.
O governo também prepara recurso, via Advocacia-Geral da União (AGU), contra a decisão que afastou Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. A argumentação será de que a escolha do chefe da PF é prerrogativa exclusiva do presidente da República. Lula deve reforçar esse posicionamento em nova reunião com Fachin, marcada como prioridade.