Brasília completa 66 anos nesta terça-feira (21).
A cidade nasceu dos planos remotos do Brasil de ter uma capital nacional no interior do país, mais protegida contra ataques, – um toque de pragmatismo – mas que também foi tema de uma profecia do religioso Dom Bosco em 1883 – e, aí, um pouco de misticismo.
Foi Juscelino Kubitschek quem resolveu transformar tudo isso em realidade. Não à toa, o nome dele está em vários monumentos da capital. Em 1956, assinou a lei que autorizava a construção de Brasília.
No ano seguinte, o projeto de Lúcio Costa começou a sair do papel com a definição do Marco Zero, que fica no Buraco do Tatu, um túnel que passa por baixo da rodoviária de Brasília bem no coração do famoso avião – no cruzamento das Asas Sul e Norte e dos eixos Monumental e Rodoviário, que desenham o Plano Piloto.
Milhares de pessoas de todos os cantos do país, enfrentaram condições precárias de trabalho e vida, na construção da capital, que ficou pronta em cerca de três anos e meio.
Na inauguração, o presidente JK ressaltou o passado e a epopeia que foi levantar Brasília.
“Saudamos assim, há um só tempo, o passado e o futuro de nossa pátria, através de dois acontecimentos que se ligam no ideal comum que os animaram, o de fazer o Brasil afirmar-se como uma nação independente. O sonho dos inconfidentes de 1799 tem, nesta realização de 1960, a sua etapa derradeira, pois agora encontro o Brasil, o seu verdadeiro destino, e poderá caminhar mais solidamente para a completa emancipação”.
Hoje, Brasília é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, uma forma de proteger as ideias urbanísticas e arquitetônicas que dão cara à cidade. Mas, para além disso, é casa de 2,8 milhões de brasileiros, que acompanham dia a dia as transformações da capital federal.
Créditos Rádio Nacional/ Agência Brasil



















