O crescimento acelerado das bicicletas elétricas no Brasil voltou a chamar atenção após um acidente registrado por volta das 6h50, envolvendo uma motocicleta e uma bicicleta elétrica. Equipes de resgate realizaram a imobilização e o transporte de uma criança e uma adolescente, que estavam na bicicleta elétrica, até o Hospital Regional, acompanhadas pela mãe. O caso reforça a preocupação com o aumento de ocorrências envolvendo esses veículos, impulsionado pela popularização da micromobilidade nas cidades.
Especialistas apontam que o avanço das e-bikes não foi acompanhado pela mesma velocidade na fiscalização e na adaptação da infraestrutura urbana, aumentando os riscos de colisões e atropelamentos. Pela Resolução nº 996/2023 do Contran, bicicletas elétricas e veículos autopropelidos com potência de até 1.000 watts e velocidade limitada a 32 km/h não exigem CNH, emplacamento ou licenciamento, mas devem possuir equipamentos obrigatórios e respeitar as regras de circulação.
Já os veículos que ultrapassam esses limites são classificados como ciclomotores e exigem habilitação, placa e demais obrigações previstas no Código de Trânsito. Autoridades alertam que o respeito à legislação, o uso de equipamentos de segurança e a condução responsável são fundamentais para reduzir os acidentes, diante da crescente presença das bicicletas elétricas nas vias brasileiras.

MILTON DE SÁ, de CAMPO GRANDE(MS)
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