GCM estoura entreposto do crime e apreende toneladas de cigarros, agrotóxicos e drogas no Jardim Tijuca
Uma denúncia anônima feita durante um patrulhamento de rotina levou a Guarda Civil Metropolitana (GCM) a descobrir um verdadeiro entreposto de produtos ilícitos no Bairro Jardim Tijuca, na Região Urbana do Lagoa, em Campo Grande. Na ação, realizada nesta quinta-feira (24), foram apreendidas mais de uma centena de caixas de cigarros contrabandeados, dezenas de sacos de agrotóxicos ilegais e tabletes de maconha.
A intervenção teve início quando uma equipe do Grupamento Especializado de Motopatrulhamento (GEMOP) foi abordada por um morador da região. O popular, que preferiu não se identificar por segurança, informou aos agentes que uma casa aparentemente abandonada na vizinhança estava sendo utilizada de forma suspeita para o armazenamento de materiais irregulares.
Ao checarem o endereço fornecido, os guardas notaram de fora do imóvel — cujo portão se encontrava aberto — diversas caixas de maços de cigarros empilhadas na varanda. Diante da fundada suspeita e da ausência de moradores no local, a equipe realizou a averiguação no imóvel.
Durante a inspeção das embalagens, os agentes sentiram um forte odor característico de entorpecente vindo de uma das caixas. No interior do volume, foram encontrados seis tabletes de substância análoga à maconha.
Devido à expressiva quantidade de carga arrecadada, o apoio logístico da central da GCM foi acionado, sendo necessária a utilização de um caminhão da corporação para efetuar o recolhimento e transporte de todo o material.
Ao término da contagem, o saldo da apreensão contabilizou:
121 caixas de cigarros de origem estrangeira;
50 sacos contendo agrotóxicos (22 sacos convencionais e 28 sacos pretos);
06 tabletes de substância análoga à maconha.
Os tabletes de droga foram encaminhados e entregues na Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), onde passaram por exames periciais. O restante do material apreendido foi colocado à disposição das autoridades competentes. A Polícia Civil assumirá as investigações para identificar os proprietários do imóvel e a autoria do esquema criminoso.

