Uma sessão especial realizada nesta terça-feira (20) celebrou as seis décadas de história da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), destacando a relevância da instituição pública para a ciência, a tecnologia, a saúde e o progresso nacional.
Reconhecimento à excelência acadêmica
Requerida por meio do RQS 343/2026, a solenidade foi conduzida pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que ressaltou a posição de destaque da universidade tanto no cenário nacional quanto na América Latina devido à sua excelência em ensino, pesquisa e inovação tecnológica.
“Queremos valorizar os 60 anos de ensino gratuito desta universidade pública tão potente e reconhecer suas imensas contribuições para a pesquisa, inovação, formulação de políticas públicas, redução das desigualdades sociais e desenvolvimento sustentável do nosso país”, declarou a parlamentar.
Corroborando com os elogios, a senadora Leany Lemos (PSB-DF) enfatizou que a valorização do ensino superior gratuito é indispensável para o progresso do Brasil, enaltecendo os índices de excelência alcançados pela instituição campineira.
“Defender a universidade pública e de qualidade é defender uma das bases do desenvolvimento brasileiro”, afirmou.
Patrimônio humano e impacto científico
Criada oficialmente em 5 de outubro de 1966, a Unicamp firmou-se como um polo de irradiação de conhecimento com relevância global. O reitor Paulo Cesar Montagner pontuou que o sucesso da instituição decorre do esforço coletivo de sua comunidade acadêmica.
“Nenhuma universidade é constituída somente por edifícios, laboratórios ou estruturas administrativas. Universidades são constituídas por pessoas, e este é o seu mais importante patrimônio”, disse.
Os números refletem essa importância: segundo a pró-reitora de Pesquisa, Ana Maria Frattini Fileti, a universidade responde por cerca de 7% de toda a produção científica brasileira. Ela também defendeu a cooperação estreita entre a academia, o setor privado, a sociedade e o poder público para impulsionar a soberania nacional.
Formação política e visão de futuro
O pró-reitor de Desenvolvimento, Fernando Sarti, lembrou que a instituição também desempenhou um papel histórico na preparação de quadros expressivos para a política nacional, abastecendo cargos estratégicos na Presidência, em pastas ministeriais e no Congresso Nacional.
“A Unicamp forneceu quadros importantes para a política brasileira. (…) Essa é outra função importante de uma universidade”, declarou.
Para o coordenador-geral da Unicamp, Fernando Antônio Santos Coelho, o avanço educacional e científico demanda planejamento contínuo e políticas de Estado que transcendam mandatos governamentais.
“A ciência exige continuidade, a formação de pesquisadores exige tempo, e a construção de uma universidade de excelência é um trabalho que atravessa governos e gerações. Por isso, fortalecer as universidades públicas é uma responsabilidade que deve mobilizar o país para além das diferenças políticas e das circunstâncias de cada momento”, concluiu.
O evento também contou com a presença de diversos gestores da universidade, como a pró-reitora de Graduação, Monica Alonso Cotta; a pró-reitora de Pós-Graduação, Claudia Vianna Maurer Morelli; a pró-reitora de Extensão, Esporte e Cultura, Sylvia Furegatt; além da presidente do Osvaldo Ramos do PSD Mulher e suplente, Ivani Boscolo, e do secretário Guilherme Campos, do Ministério da Agricultura e Pecuária.
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