Um casal de Jales foi condenado a 50 dias de detenção, em regime aberto, por “abandono intelectual”, porque praticava ensino domiciliar, o homeschooling, com as duas filhas, de 11 e 15 anos. As meninas apresentavam rendimentos acadêmicos acima da média, liam mais de 30 livros por ano (a média nacional é de 6,2 livros), além de estudarem inglês e latim. O juiz entendeu que as crianças, apesar desse rendimento, não possuíam “socialização democrática” (what the hell does it mean) e “exposição à diversidade cultural”, citando que as crianças não ouviam funk.
Deolane Bezerra ganhou notoriedade por seu relacionamento com o funkeiro MC Kevin, que morreu após cair da varanda de um hotel no Rio de Janeiro. Na ocasião, segundo relatos da época, ele estaria acompanhado de Bianca Dominguez e teria tentado evitar ser flagrado. O episódio também envolveu Deolane, que chegou a agredir Bianca durante um depoimento.
A própria Deolane já havia sido alvo de ofensas feitas por MC Kevin nas redes sociais — fato que, “infelizmente”, as jovens mencionadas no início do texto foram privadas de conhecer graças ao “abandono intelectual” e à falta de “socialização democrática” atribuídos a seus pais, mais preocupados com latim e leituras.
Deolane fez parte do reality show “A Fazenda”, onde fez ameaças e foi acusada de agressão física. Constantemente foi chamada de “bafuda” durante o programa. Graças a isto, tentou processar o Google, fazendo com que as buscas por seu nome e seu apelido crescessem 4250%.
Demonstrando a importância de as crianças serem “expostas à diversidade cultural”, Deolane fez um procedimento estético na filha de 6 anos. Um ano depois, apareceu jogando o Jogo do Trigrinho diante de uma geladeira de R$30 mil. Já havia sofrido uma busca e apreensão, suspeita de associação criminosa e lavagem de dinheiro, e logo foi presa pelos crimes, além de lucros com jogos ilegais. Foi solta por um habeas corpus por ter uma filha de 12 anos, e voltou à prisão após descumprir medidas cautelares.
Deolane já havia feito um vídeo afirmando defender bandidos, mas a grande mídia considerou que “bolsonaristas” aproveitaram o fato para lembrar que Deolane apoiou Lula e Janja. Deolane acabou sendo presa novamente por envolvimento em uma empresa que lavava dinheiro para o Marcola. A Justiça pediu o bloqueio de R$27 milhões nas contas de Deolane. A “influenciadora” angaria 4,7 milhões de seguidores no Instagram.
A cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos foi condenada pelo STF a 14 anos de prisão por ter citado, com um batom, em uma estátua, a frase de Luís Roberto Barroso: “Perdeu, mané”, que soa golpista e com desprezo ao devido trâmite legal de uma eleição por si.
O próprio STF, diretamente envolvido no episódio, julgou Débora e a condenou por deterioração de patrimônio tombado, dano qualificado, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e associação criminosa armada. A lista de crimes impressiona ainda mais quando se considera que o ato em questão envolveu uma frase escrita com batom em uma estátua — marca que, em tese, poderia ser removida sem grande complexidade. Nesse contexto, a condenação parece menos uma resposta proporcional ao dano material e mais uma reação ao incômodo provocado pela mensagem.
Luiz Inácio Lula da Silva está solto. Atualmente, é presidente do Brasil
Débora passou dois anos em regime fechado, impedida de ver os próprios filhos, que residem em Paulínia (SP) e relatam ter tido a vida destruída sem a mãe. Teve diversos pedidos de soltura negados, até ser condenada à prisão domiciliar com inúmeras restrições, além de tornozeleira eletrônica, desde março de 2025.
Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, foi complacente na morte do próprio filho pelo seu novo namorado, o ex-vereador Dr. Jairinho. O ex-vereador torturava a criança, sob vista grossa da própria mãe. Ambos mentiram diversas vezes sobre a noite em que o menino foi torturado até a morte, forjando provas e exigindo um depoimento falso da babá. Jairinho foi condenado a 43 anos de prisão, mas Monique Medeiros ganhou perdão da juíza Elisazeth Machado Louro, que citou a “cultura patriarcal”, o “preconceito” e demais verborragias feministas em sua decisão, considerando que o tempo de prisão preventiva já fora suficiente como pena. Monique Medeiros saiu da cadeia no mesmo dia, fazendo dancinha comemorativa.
Filipe Martins foi Assessor Especial para Assuntos Internacionais da Presidência, alinhando o Brasil em direção aos países mais livres do mundo, o que fez com que o embaixador da China, Yang Wanming, pedisse sua cabeça (sic) em maio de 2021. A China não possui registro de mortos e perseguidos políticos, já que é um totalitarismo genocida, mas apenas de uigures e muçulmanos túrquicos, estima-se que entre 1 e 1,5 milhão tenham passado por seus campos de concentração desde que Xi Jinping subiu ao poder e aumentou a perseguição.
Gilmar Mendes afirmou que “aqui [no STF], somos todos fãs do regime chinês”, totalitário, genocida, de “Partido” único, censor, controlador da privacidade e, last but not least, o regime que mais assassinou pessoas em toda a história humana.
Filipe Martins foi acusado de “supremacismo branco” por ajeitar a lapela do terno. Foi acusado de ter alguma coisa a ver com o terrorista de Christchurch, na Nova Zelândia (!), por uma vez ter citado o famosíssimo poema “Do not go gentle into that good night”, de Dylan Thomas – que o terrorista também citou. Um ano depois de sair do governo, foi preso com base em uma reportagem de Guilherme Amado que alegava que ele tinha ido para os EUA com Bolsonaro e “desaparecido”. Mesmo que viajar para os EUA não seja crime (a não ser na Coréia do Norte e no Brasil), Filipe Martins foi preso… em Ponta Grossa. A prisão foi mantida por meio ano, mesmo com Latam, Tim, iFood e mesmo o embaixador André Chermont de Lima negando a viagem, que só existia na delação de Mauro Cid (mentirosa, o que o próprio Cid foi flagrado dizendo a interlocutores).
Solto, ficou em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, proibido de acessar as redes, dar entrevistas e inúmeras outras medidas. A Polícia Federal chegou a fazer um relatório alegando que Filipe forjou a viagem para confundir a PF e constrangê-lo a prendê-lo (sic). Voltou à prisão após Ricardo Wagner Roquetti, ex-diretor do Ministério da Educação, denunciá-lo a Moraes por supostamente ter feito uma busca por seu nome no LinkedIn .
A Microsoft negou a busca, demonstrando que o último acesso de Filipe Martins ao LinkedIn fora em setembro de 2024 , mais de um ano antes da imposição das cautelares de Alexandre de Moraes contra seu desafeto político.
Paulo Gonet, na PGR, e Alexandre de Moraes, no STF, ignoraram a prova da própria Microsoft, e mantêm Filipe Martins preso até hoje e alegaram “total desrespeito” às normas impostas. Filipe Martins também foi acusado por Mauro Cid de ter escrito uma “minuta golpista”, fato negado por TODAS as testemunhas e também pelos registros do Palácio do Planalto, que mostram erros grosseiros na acusação de Cid.
O rapper Oruam apresentou-se, no Lollapalooza, em março de 2024, com uma camiseta com a foto do pai, o traficante Marcinho VP, um dos líderes do Comando Vermelho, e a palavra “liberdade”. Em fevereiro de 2026, seu tio, Cristiano Santos Hermogens, irmão de Marcinho VP, assumiu a presidência do diretório estadual do PSDB, no Rio de Janeiro.
Oruam possui tatuagens com os rostos de Elias Maluco e de Marcinho VP. Foi preso por dar um cavalo-de-pau diante de um carro de polícia, e depois, por abrigar o traficante foragido Yuri Pereira Gonçalves em sua mansão. Gonçalves portava uma pistola 9 mm com kit-rajada e munição. Cinco meses depois, o TJ-RJ pediu seu indiciamento por tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal a policiais, após tentar impedir a apreensão de um menor procurado por tráfico e roubo. Oruam é considerado foragido desde fevereiro de 2026, por violar a tornozeleira eletrônica 66 vezes. Passou 69 dias preso, mas a Justiça de SP negou o pedido de prisão solicitado pelo MP paulista.
O catador de recicláveis Jean de Brito da Silva foi preso no 8 de janeiro e condenado a 14 anos de prisão. Jean possui transtorno do espectro autista (TEA) e deficiência intelectual moderada. Rodrigo Ramalho também foi condenado pelos atos pelo STF. Ramalho é tutor de uma família na qual três pessoas têm “ossos de vidro”, a doença osteogênese imperfeita. Ramalho ainda é pai de um autista que precisa de cuidados especiais. Todos foram condenados por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito.
Luiz Inácio Lula da Silva está solto. Atualmente, é presidente do Brasil.
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