No 5º dia de julgamento do caso Henry Borel, nesta sexta-feira (29), foi ouvido o médico-legista Luiz Carlos Leal Prestes. 
Durante o testemunho, foram discutidas questões técnicas sobre como o menino chegou ao hospital na noite da morte. O perito afirmou que os ferimentos no corpo de Henry não eram compatíveis com um acidente doméstico, argumento usado pela defesa dos réus, a professora Monique Medeiros, mãe de Henry, e o ex-vereador Dr. Jairinho, padrasto da criança.
O especialista destacou que Henry tinha 14 lesões provocadas por ações contundentes, inclusive na cabeça, e classificou a versão de acidente doméstico como fantasiosa. O médico disse ainda que as lesões foram provocadas antes da morte e que as evidências apontam que o menino sofreu muito antes de morrer.
Além disso, o especialista rebateu a tese da defesa de que a morte foi provocada por sucessivas manobras de ressuscitação durante o atendimento médico.
No depoimento, foram exibidas ainda fotos dos ferimentos no corpo do menino, enquanto o perito explicava cada uma das lesões e o que elas provocavam.
A ré Monique Medeiros tapou os olhos e acabou passando mal. Ela foi atendida pela equipe médica do tribunal. O julgamento não foi interrompido.
Monique foi medicada e dispensada da sessão.
Créditos Rádio Nacional/ Agência Brasil



















