O senador Renan Calheiros (MDB-AL) subiu o tom nesta terça-feira (26) contra o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, acusando-o de ter mentido pelo menos três vezes à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Na semana passada, Galípolo apresentou ao colegiado a prestação de contas semestral sobre a atuação do BC e também respondeu a perguntas sobre o Master. Ele e Calheiros protagonizaram um bate-boca durante a sessão.
No centro da polêmica está um suposto pedido de assistência financeira de R$ 11 bilhões que a autoridade monetária teria solicitado ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para salvar o Banco Master.
Segundo Calheiros, o BC enviou um ofício ao FGC em abril de 2025 alertando que a quebra do Master poderia gerar uma “crise sistêmica” no setor financeiro. Galípolo negou e disse que a autarquia apenas respondeu a uma pergunta feita pelo FGC sobre o assunto.
“O Banco Central está respondendo até agora ao Tribunal de Contas uma acusação por não ter autorizado [a compra do Master pelo BRB]. O Banco Central e seus servidores foram expostos e caluniados sistematicamente nas ruas de Brasília, porque não a toparam”, afirmou o presidente do BC durante a audiência do último dia 18.
O senador voltou a citar o diálogo nesta terça e reforçou a acusação contra o presidente do BC. “Eu só não entendo o porquê dele vir mentir ao Senado é uma coisa que não tem necessidade nenhuma”, disse.
Calheiros descreveu o caso como um “esquema” que envolveria quatro instituições: Banco Master, Caixa Econômica Federal, BRB e o próprio Banco Central
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