Uma auditoria realizada pelo Conselho Municipal de Saúde revelou que centenas de motoristas foram inseridos no sistema de combustíveis da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) de Campo Grande sem a devida identificação de matrícula ou Carteira Nacional de Habilitação.
Cadastros em massa realizados no mesmo dia
O levantamento apontou que 371 usuários foram adicionados à plataforma em uma única inclusão massiva realizada em 14 de julho de 2025. O que acendeu o alerta dos auditores foi o fato de que todos esses perfis estavam sem o número de matrícula, enquanto 370 deles tampouco apresentavam o registro da CNH. A concentração dos registros na mesma data gerou suspeitas, já que o arquivo analisado não especifica quem autorizou cada liberação e tampouco apresenta um histórico que comprove uma eventual migração coletiva para o sistema.
Fragilidade generalizada na frota da saúde
As irregularidades detectadas vão além do lote de julho. Do total de 484 usuários encontrados no sistema de abastecimento, 481 operavam sem matrícula e 446 não possuíam o número da CNH cadastrado, evidenciando uma vulnerabilidade crônica na gestão dos recursos públicos destinados aos veículos da saúde.
No relatório assinado por Jader Vasconcelos, coordenador da Mesa Diretora do Conselho Municipal de Saúde, o problema é resumido da seguinte forma: “Há 371 inclusões em 14/07/2025; todos esses 371 estão sem matrícula e 370 também estão sem CNH. A concentração de inclusões na mesma data é compatível com uma carga coletiva, mas o arquivo não contém histórico que comprove migração nem identifica quem autorizou cada perfil.”
Cobrança de explicações e posicionamento oficial
Diante da falta de rastreabilidade, o documento técnico aponta sérias fragilidades no monitoramento dos condutores autorizados a utilizar os postos de combustíveis e exige esclarecimentos urgentes da Prefeitura de Campo Grande sobre os critérios aplicados nessas liberações.
Procurada para prestar esclarecimentos sobre o motivo de tantos cadastros sem documentação básica, a identificação dos responsáveis pelas autorizações e a justificativa para o procedimento, a administração municipal respondeu por meio de nota oficial. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou apenas que “já determinou a abertura de sindicância para apuração rigorosa das circunstâncias. A Pasta reforça que atua com responsabilidade e transparência e que, caso sejam constatadas eventuais irregularidades, adotará todas as providências cabíveis, conforme a legislação e os procedimentos administrativos vigentes”.
Fontes: Auditoria do Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande e Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Imagens e vídeos: Reprodução/Ilustrativa.
Fonte e Crédito de Imagens: Portal TopMidiaNews *repostado afim de propagar a informação, sem fins comerciais




