O governo federal determinou o bloqueio de 27 plataformas de mercados preditivos, como Polymarket e Kalshi, sob o argumento de combater apostas ilegais. A medida, executada pela Anatel, impede brasileiros de acessarem informações globais e tendências sobre política e economia.
O que são mercados preditivos e como funcionam?
São plataformas onde pessoas compram e vendem contratos baseados na chance de algo acontecer, como uma eleição ou o fim de uma guerra. Se muita gente acredita em um resultado, o preço desse contrato sobe. Por isso, são vistos como termômetros que mostram o que o mercado espera do futuro.
Por que críticos consideram essa medida uma forma de censura?
Especialistas apontam que o bloqueio foi integral, ou seja, derrubou o acesso até para quem não queria apostar dinheiro, mas apenas consultar informações e estatísticas. Como não houve uma decisão judicial ou uma nova lei aprovada no Congresso para isso, juristas veem desvio de finalidade.
Quais leis brasileiras podem ter sido desrespeitadas com essa decisão?
Advogados alertam que a medida fere a Constituição, que exige uma lei específica para proibir atividades econômicas. Além disso, o Marco Civil da Internet determina que o conteúdo de um site só pode ser retirado do ar por ordem da justiça, o que não ocorreu neste caso administrativo.
Existe alguma movimentação para reverter o bloqueio das plataformas?
Sim, o Partido Novo protocolou um projeto de decreto legislativo para tentar derrubar a proibição. A oposição argumenta que o governo extrapolou seus poderes e que a regulamentação do setor deveria ser discutida e votada pelos deputados e senadores, e não decidida por órgãos técnicos.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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