O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana com forte expectativa de movimentação após a definição do primeiro turno da eleição presidencial. Com a disputa indo para o segundo turno marcado para 25 de outubro entre Flávio Bolsonaro, que liderou com 47,03% dos votos válidos, e Luiz Inácio Lula da Silva, com 45,16%, a primeira grande reação dos ativos veio diretamente do exterior.
Reação internacional e cenário técnico na B3
O EWZ, principal fundo de índice de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, chegou a disparar 12,88% na pré-abertura americana, acompanhado pelo avanço expressivo de ADRs de companhias nacionais. Esse otimismo externo aumentou a pressão sobre a B3, que já vinha de uma sequência positiva. Na última sessão antes do pleito, o Ibovespa avançou 2,63%, fechando aos 192.114 pontos e completando a quarta alta consecutiva.
Do ponto de vista gráfico, o índice permanece posicionado acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. A primeira resistência relevante se encontra nos 192.890 pontos. Caso esse patamar seja superado de forma consistente, o mercado abrirá caminho rumo à máxima histórica de 199.354 pontos, deixando a marca psicológica dos 200 mil pontos no radar dos investidores.
Indicadores técnicos e níveis de suporte
Apesar da estrutura favorável, o Índice de Força Relativa de 14 períodos atingiu 75,77 pontos, patamar superior à faixa de 70 que indica condição de sobrecompra. Embora o indicador possa permanecer elevado durante tendências fortes, o cenário exige cautela para possíveis realizações de lucros após quatro pregões seguidos no azul.
Suportes importantes em caso de correção
Se a pressão vendedora aparecer após o ajuste inicial da abertura, a primeira região monitorada pelos analistas fica nos 189.487 pontos. A perda dessa faixa pode direcionar o índice para os 182.990 pontos, enquanto quedas mais amplas encontrariam respaldo em 178.000 e 164.835 pontos.
Comportamento do dólar e perspectivas
No câmbio, o contrato futuro do dólar encerrou a última sessão aos 5.257 pontos, com leve queda de 0,08%. Para esta semana, a expectativa inicial aponta para a valorização do real em resposta ao resultado das urnas. O contrato mantém estrutura favorável aos compradores no gráfico diário, tendo os 5.274,5 e 5.309 pontos como principais resistências, enquanto o suporte chave se posiciona na faixa dos 5.192 pontos.
A eliminação da incerteza imediata do primeiro turno inaugura uma nova fase de precificação na bolsa, no câmbio e nos juros até a votação definitiva em outubro. A sustentação dos rompimentos técnicos ao longo das sessões indicará se o ímpeto atual representa um ajuste pontual ou o início de um novo ciclo de alta.
Fonte: Portal Info Money






