Gilmar Mendes. Ah, Gilmar Mendes. Nos últimos dias, o ministro mais querido do STF e do Brasil andou rasgando a toga e expondo seu lado mais problemático entre seus muitos lados problemáticos. Ameaçou parlamentares, bajulou o futuro colega de Corte, Jorge Messias, atacou pré-candidato à Presidência. Enfim, Gilmar Mendes sendo Gilmar Mendes.
Ele que é um monstro, no sentido mais caricatural do termo mesmo. O bicho-papão do STF. O jurista Frankenstein. Ou, para dar um toque mais nacionalista à coisa, o Mapinguari da democracia. Gilmar Mendes assusta por suas palavras, atitudes e decisões, claro, mas também porque expõe a fragilidade de um sistema que permite que pessoas como Gilmar Mendes alcancem os cargos que alcançam e acumulem o poder que acumulam.
“Quero ser como esse homem”
Como Gilmar Mendes, há vários outros. Mas quero me ater ao sorridente Gilmar Mendes para perguntar: fora o Reinaldo Azevedo, quem o admira? Você conhece alguém? Admiração intelectual ou jurídica, digo. E também moral. Quem olha para Gilmar Mendes e pensa: “Um dia quero ser como esse homem”? Não! Não me refiro à riqueza e ao poder, e sim à sabedoria e felicidade que caracteriza os homens inspiradores. Você conhece alguém que se inspire em Gilmar Mendes para fazer o bem? Nem eu.
O que nos traz ao último parágrafo desta crônica que, na verdade, é um lamento tanto pelo país, que assiste impotente à ação destrutiva de Gilmar Mendes, quanto pelo próprio ministro, um homem a cuja queda assistimos também impotentes. Ainda que dele um dia façam estátua equestre na praça central de Gilmarlândia-MT, qual será o legado desse senhor? Ora, mas que pergunta, Paulo! Basta olhar para a ambição desmedida, a soberba e a retórica truculenta à sua volta. Eis o legado de Gilmar Mendes para o Brasil.
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