As eleições registraram um marco histórico na política brasileira com a vitória de três mulheres trans para a Câmara dos Deputados. O pleito garantiu o sucesso nas urnas de Erika Hilton (Psol-SP) e Duda Salabert (PDT-MG), que foram reeleitas, além de Thabatta Pimenta (PV-RN), que conquistou seu primeiro mandato no parlamento federal.
Radiografia das candidaturas no TSE
Dados do painel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que o universo de 7.803 postulantes à Câmara com informações sobre identidade de gênero contava com 49 pessoas trans, o que representava 0,63% do total.
O levantamento detalha ainda que 4.372 concorrentes, equivalentes a 56,03%, identificaram-se como cisgêneros. Outros 3.380 candidatos, correspondentes a 43,32%, optaram por não declarar a identidade de gênero, enquanto dois participantes assinalaram a alternativa “prefere não informar”, índice de 0,03%.
Perfil da nova composição do parlamento
Analisando os 513 parlamentares vitoriosos para a Casa, a estatística aponta que 327 deputados, ou seja, 63,74%, definiram-se como cisgêneros. Um grupo de 183 parlamentares, representando 35,67%, deixou a informação em aberto, ao passo que três eleitos, somando 0,58%, autodeclararam-se trans.
Desse modo, o percentual de parlamentares trans empossados, de 0,58%, manteve-se em patamar equivalente à taxa registrada entre o total de registros de candidatura, que ficou em 0,63%.
Panorama da orientação sexual
No que diz respeito à orientação sexual dos 513 ocupantes das cadeiras federais, 307 perfis informaram ser heterossexuais. O levantamento também contabiliza três representantes bissexuais, dois gays e duas lésbicas, enquanto os demais 199 parlamentares preferiram não abrir essa informação pública.
Fonte: Câmara Federal




