Um único estabelecimento do setor de combustíveis movimentou R$ 2.514.656,68 referentes aos serviços de abastecimento da frota da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande entre os meses de outubro de 2025 e junho de 2026. O montante equivale a 61% de toda a verba movimentada durante o intervalo que foi auditado pelo Conselho Municipal de Saúde.
Concentração de pagamentos e cobrança de documentos
Batizado nos documentos como “Posto Campo Grande”, o local foi responsável por 52% de todas as operações computadas no sistema. O volume atípico acendeu o alerta dos auditores, que agora exigem que a administração municipal apresente a comprovação documental do credenciamento da empresa, além das autorizações necessárias para a prestação do serviço.
O documento oficial traz a assinatura de Jader Vasconcelos, coordenador da Mesa Diretora do Conselho Municipal de Saúde, enfatizando a proporção dos gastos direcionados ao local. “O ‘POSTO CAMPO GRANDE’ responde por 61% do valor total transacionado, R$ 2.514.656,68 de R$ 4.121.196,99, e por 52% das transações.”
Anomalias nos registros de ambulâncias
Além da concentração financeira, o estabelecimento figurou em lançamentos considerados suspeitos pela fiscalização. Em 13 de outubro de 2025, o sistema registrou três vans do tipo ambulância Jumper sendo abastecidas em horários muito próximos: 19h27, 19h31 e 19h32. Curiosamente, as três notas registraram exatamente a mesma litragem de 69,32 litros e o valor idêntico de R$ 400.
Essa coincidência numérica não ocorreu apenas naquela noite. Durante toda a janela investigada, as mesmas placas de veículos surgiram em 101 sequências de abastecimentos efetivados em um intervalo de até dez minutos. Destas ocorrências, em 87 ocasiões os três lançamentos exibiram rigorosamente a mesma quantidade de combustível e a mesma quantia financeira.
Posicionamento oficial
Diante de todas as irregularidades apontadas no relatório, o Conselho Municipal de Saúde cobra da Prefeitura de Campo Grande o envio de uma listagem atualizada contendo os postos habilitados. Também é exigida a documentação legal que comprove a aptidão do Posto Campo Grande para realizar o atendimento à frota pública na época analisada.
Até o momento, a Prefeitura da capital foi contatada para prestar esclarecimentos sobre as anomalias detectadas pela auditoria, mas o órgão ainda não enviou um posicionamento oficial sobre o caso.
Fonte: Portal TopMidiaNews




