Em uma ofensiva articulada na capital federal nesta quinta-feira (8), os futuros governantes dos estados da região Sul formalizaram apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno da corrida presidencial, agendado para o dia 25 de outubro. O posicionamento unificado reuniu os vitoriosos das urnas no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, todos pertencentes à mesma agremiação partidária.
Manifestações e foco na disputa nacional
Durante a gravação conjunta, o governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), deu início aos pronunciamentos enfatizando a mobilização regional ao afirmar que “os três governadores da região Sul vão fazer um grande chamamento para elegermos Flávio Bolsonaro agora, dia 25 de outubro”.
Na sequência, o representante do Paraná, Sergio Moro (PL), avaliou que a região fez o seu papel na etapa inicial da votação e que cabe ao eleitorado concluir “o serviço”. O ex-juiz da Operação Lava Jato — que condenou Luiz Inácio Lula da Silva em 2017, processo cujas condenações foram invalidadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021, com declaração de sua suspeição — discursou sobre o pleito: “Vamos, efetivamente, aposentar Lula e o PT neste segundo turno das eleições, elegendo Flávio Bolsonaro para dar um novo rumo e uma esperança para o nosso país”.
O governador eleito de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), encerrou o vídeo convocando os eleitores e definindo o grupo político: “Somos uma força para libertar o Brasil das garras do PT”.
Força eleitoral do trio nos estados sulistas
A aliança traz para o palanque nacional uma base expressiva conquistada no primeiro turno, realizado no domingo (4), quando os três postulantes somaram conjuntamente perto de 9,6 milhões de votos.
O melhor resultado proporcional foi alcançado por Jorginho Mello em Santa Catarina, onde o candidato venceu com 68,98% dos sufrágios válidos. No território gaúcho, Zucco confirmou a vitória ao registrar 58,05%. Já no Paraná, Moro superou o índice necessário para liquidar o pleito em primeiro turno por uma diferença estreita, atingindo 50,10% dos votos válidos.
Com a iniciativa, os líderes buscam converter o expressivo capital político obtido em seus respectivos estados em votos para consolidar a campanha presidencial do PL na reta final do processo eleitoral.
Fonte: Portal Info Money




