O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a prisão de seis militares, do batalhão de kids pretos, e um agente da Polícia Federal que foram condenados por participação na trama golpista.
Eles fazem parte do núcleo 3 da tentativa de golpe de Estado, o responsável por planejar ações violentas da organização criminosa, como o plano de sequestro e assassinato de Moraes, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do presidente Lula.
O tenente-coronel Hélio Ferreira Lima foi condenado a 24 anos de prisão; os tenentes-coronéis Rafael Martins de Oliveira e Rodrigo Bezerra de Azevedo, a 21 anos, o tenente-coronel Sérgio Ricardo Medeiros e o coronel Bernado Correa Netto, a 17 anos; o coronel Fabrício Moreira de Bastos, a 16 anos; e o policial federal Wladmir Matos Soares, a 21 anos de prisão.
Eles foram condenados pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
As prisões foram determinadas após o fim da possibilidade de recursos com o fim do processo.
No julgamento deste núcleo, em novembro do ano passado, os ministros absolveram o general Estevam Theophilo Gaspar de Oliveira, por falta de provas
Outros dois militares, o coronel Márcio Resende Júnior e tenente-coronel Ronald de Araújo Júnior, que também integravam o núcleo 3, fizeram um acordo com a Procuradoria-Geral da República, em fevereiro, confessando a participação nas ações golpistas, após serem condenados por associação criminosa e incitação das Forças Armadas contra os Poderes constitucionais.
Segundo o acordo, eles deverão prestar serviços comunitários por 340 horas e pagar multa de R$ 20 mil. Os militares estão ainda proibidos de usar redes sociais e devem fazer um curso sobre democracia.
Créditos Rádio Nacional/ Agência Brasil



















