O mercado financeiro brasileiro passou por uma sessão de correção nesta quarta-feira (7), interrompendo o rali de queda do dólar e alta da bolsa que havia tomado conta dos negócios após o primeiro turno das eleições. Com isso, a moeda norte-americana voltou a ultrapassar a marca de R$ 5, enquanto o principal índice acionário do país registrou perdas.
Contexto internacional desfavorável No exterior, o cenário foi marcado pela queda nas bolsas e pela persistência de taxas elevadas nos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os chamados Treasuries. Além disso, o petróleo continuou cotado acima de US$ 100 o barril, impulsionado por novas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Desempenho da moeda norte-americana O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,016, registrando uma alta de 0,83% após bater a máxima de R$ 5,017 nos minutos finais. Essa movimentação interrompeu uma sequência de dois pregões seguidos de baixa, período em que a divisa havia acumulado uma desvalorização de 4,65%.
No acumulado de 2026, contudo, a moeda ainda apresenta uma queda expressiva de 8,62%. Globalmente, o índice DXY avançou 0,36%, alcançando 102,280 pontos.
Impacto dos juros norte-americanos A alta nas economias avançadas atua diretamente sobre os mercados emergentes. Os rendimentos dos títulos de dez anos do Tesouro americano atingiram 5,36%, o maior patamar em 24 anos, antes de arrefecerem para 5,28%. Esse movimento estimula a fuga de capital estrangeiro do Brasil, pressionando tanto a cotação cambial quanto o mercado acionário local.
Movimentação do Ibovespa O Ibovespa fechou a sessão com recuo de 0,74%, situando-se em 204.302,33 pontos, com o volume financeiro atingindo R$ 57,2 bilhões antes dos ajustes. A bolsa brasileira acompanhou o tom negativo vindo do exterior, onde o índice S&P 500 encerrou o dia em baixa de 0,22%. Apesar da correção diária, o indicador nacional acumula ganhos de 9,64% no mês e de 26,8% no ano.
Ata do Federal Reserve Os investidores também repercutiram a divulgação da ata da reunião de setembro do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que elevou os juros para o intervalo entre 3,75% e 4%. O documento revelou divergências entre os dirigentes sobre a condução da política monetária, deixando claro que o combate à inflação continua sendo a prioridade máxima da autoridade monetária norte-americana.
Fonte: Agência Brasil




