Você já abriu aquele e-mail e percebeu que está lendo o mesmo parágrafo várias vezes, tentando entender? Ou simplesmente esqueceu o que ia fazer quando saiu de um lugar para o outro e ficou parado no meio do caminho um pouco perdido? Até parece uma distração cotidiana, mas na verdade, esses podem ser sinais de um cérebro cansado. Estudos comprovam que mesmo com muito esforço, não conseguimos manter 100% da atenção durante longos períodos do dia. E quando o assunto é o ambiente de trabalho, o cansaço pode afetar nossa produtividade.
Esses momentos sinalizam que é hora de fazer uma pausa. A neurocientista, escritora Carol Garrafa, especialista em habilidades socioemocionais com foco no desenvolvimento humano e aprimoramento cerebral, fala sobre os benefícios dessa parada estratégica.
“O cérebro entra num estado de estresse contínuo. O cortisol, que é o hormônio do estresse, ele se mantém elevado e prejudica a nossa memória, criatividade e a flexibilidade cognitiva. Ou seja, a gente continua trabalhando, mas com menos qualidade, mais reatividade e mais risco de erro. É na pausa que a gente consolida a memória, que organiza as ideias”.
Mesmo que sejam de apenas dois minutinhos, as pausas são restauradoras. Mas a neurocientista destaca que os momentos de parada não são sinônimo de desviar a atenção para outras coisas, como o celular.
“Se eu saio de uma tarefa cognitiva e vou para o celular, eu continuo esse estímulo desse meu sistema de atenção. Então o cérebro não descansa, ele apenas troca de estímulo”.
Carol Garrafa ressalta ainda que muitas pessoas sofrem com uma rotina mais estressante, sem tempo de descanso. Para esses cenários, ela faz algumas recomendações.
“Costumo orientar três movimentos muito práticos aqui. O primeiro deles é você inserir mini pausas intencionais na sua agenda. Segundo, criar um ritual de autocuidado: caminhada, leitura, silêncio ou simplesmente não fazer nada. E o terceiro é ter um momento semanal para você planejar”.
Segundo a neurocientista, ter um momento para si não deve ser visto como luxo, e sim medida necessária como parte da rotina. Fora isso, cuidar da saúde física, manter bons hábitos alimentares e ter boas noites de sono são dicas preciosas para se manter o cérebro saudável.
*Supervisão de Vitória Elizabeth
Créditos Rádio Nacional/ Agência Brasil




















