A defesa pela diminuição da carga horária semanal voltou a ganhar destaque no Congresso Nacional nesta quarta-feira (7). Durante pronunciamento no Plenário, o senador Paulo Paim (PT-RS) reforçou a urgência em aprovar a PEC 221/2019, projeto que tramita no parlamento para alterar as normas trabalhistas vigentes.
Evolução histórica do trabalho
De acordo com o parlamentar, a pauta representa um pleito antigo que acompanha as transformações ocorridas nas relações de emprego ao longo dos últimos séculos, sendo vista como um passo natural para o desenvolvimento do país.
— O mundo está avançando. O Brasil precisa avançar. Lembramos que lá atrás eram praticamente 60 horas por semana, e o mundo caminhou para menos de 40 horas. O Brasil está agora lutando para chegar às 40 horas. Isso não é ruptura com a história; é continuidade da história. É a própria história conquistando o seu tempo — declarou o senador Paulo Paim.
Impacto da tecnologia e da produtividade
O representante gaúcho também pontuou que o desenvolvimento tecnológico atual permite que os cidadãos disponham de mais tempo livre, o que gera reflexos diretos no consumo e na circulação de recursos no mercado interno.
— Uma pessoa descansada não é uma pessoa que deixou de produzir; é uma pessoa que produz melhor e tem até condições de passear com a família. O corpo humano tem limites, a mente humana tem limites, o descanso não é luxo. O descanso é uma necessidade e faz muito bem para a saúde — disse ele.
Críticas ao modelo 6×1
Durante seu discurso, o legislador direcionou críticas ao atual modelo de escala 6×1. Segundo sua avaliação, o único dia de descanso costuma ser tomado por obrigações domésticas e cuidados familiares, com maior sobrecarga direcionada às mulheres.
Por fim, o parlamentar reiterou que a discussão em torno da redução da jornada vai além do aspecto puramente laboral, englobando pilares fundamentais como a saúde pública, a segurança e a melhoria na qualidade de vida da classe trabalhadora.
Fonte: Senado Federal




