Urgente! Os Estados Unidos da América acabaram de aumentar para 7,2% os impostos de importação para smartphones, bens de capital e equipamentos de informática estrangeiros que tentarem entrar no país. O nosso presidente da República criticou em rede nacional o “neocolonialismo estadunidense”; o PT está apelando à “soberania nacional”; os jornalistas estão criticando o protecionismo de Donald Trump; Aloisio Mercadante declarou que isso equivale a um embargo!
Além disso, visto que os EUA controlam todo o sistema financeiro internacional, colocaram um imposto de 3,5% para uso de cartões de crédito brasileiros – só os brasileiros – no exterior. No passado, já impuseram um imposto de 60% a 70% para bebidas alcoólicas, cigarros e carros estrangeiros. Nesse último caso, os impostos de importação podem até superar 70%, dependendo do modelo e do país de proveniência.
O Nafta está boicotando nossos importadores: cobrará um imposto de importação de 78,99% em cima dos perfumes; de 69,53% em cima de cosméticos e produtos de maquiagem; e 68,76% para aparelhos de celular importados.
Somos um dos países mais protecionistas do mundo e vamos nos fechar ainda mais; no entanto, como é um embargo que nós mesmos nos impusemos, não vamos reclamar
Nem do Mercosul nós escapamos! O bloco aplicou impostos de 39% sobre bicicletas; 35% para camisetas de algodão, calçados, brinquedos e equipamentos de redes e roteadores; 31% sobre relógios eletrônicos; 55% a 75% sobre peças de carros; 28,2% sobre joias; 35% sobre o alho e 21,5% sobre o chocolate; 18% sobre capacetes; 12,6% em cima de equipamentos médicos ortopédicos; e 31% para computadores portáteis (notebooks).
A Organização Mundial do Comércio (OMC) ainda proibiu que estrangeiros possam operar nos setores de mídia, aviação civil, telecomunicações e saúde no Brasil. A entidade também estabeleceu que no Brasil não pode haver produtos completamente estrangeiros, e que é preciso haver um porcentual mínimo de “conteúdo nacional” nos setores de petróleo, maquinários médicos, fármacos e medicamentos, indústria naval e energia solar.
A Inglaterra foi além e está fazendo um bloqueio naval, impedindo completamente a importação de carros usados, de bebidas com o nome cachaça, de café verde (grão cru) para composição de blends, de cigarros eletrônicos e aparelhos para bronzeamento artificial.
A reação vem forte. O Psol está organizando um protesto na Avenida Paulista; vários influenciadores estão criticando as big techs e pedindo mais regulação para o mercado financeiro global. O PCdoB criticou o imperialismo norte-americano e sugere entrar no Pacto de Varsóvia com a Rússia; especialistas e comentaristas estão falando de doutrina “Monroe” ou “Donroe”. A CUT convocou uma greve geral para defender o poder de compra dos trabalhadores e o Procon está redigindo uma solicitação para garantir a liberdade de escolha dos consumidores.
O MST já declarou que está disposto a mandar voluntários ao Porto de Santos; a Associação de Historiadores da Faculdade Federal de Rossolândia relembrou as práticas mercantilistas inglesas durante a escravidão. A UNE fez uma nota de repúdio. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a primeira-dama Janja disseram que isso vai impactar os preços para o consumidor final, porque não é o lojista que vai arcar com o custo do imposto.
Mas parem tudo! Parece que não, não foram os Estados Unidos, nem a Inglaterra, nem a OMC, nem o Nafta, nem o Mercosul que cometeram todas essas atrocidades contra a liberdade econômica. Foi o nosso governo! Ah, nesse caso tudo bem… Somos um dos países mais protecionistas do mundo e vamos nos fechar ainda mais; no entanto, como é um embargo que nós mesmos nos impusemos, não vamos reclamar. Mas, se tivessem sido os gringos, teria sido caso para uma revolução!
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