Com a venda de carros elétricos saltando 26% em 2025 e quase dobrando no início de 2026, o Brasil corre para ampliar sua infraestrutura. Atualmente, o país conta com mais de 21 mil pontos de recarga públicos e semipúblicos, impulsionados por novos investimentos e regulamentações de segurança.
Qual é o cenário atual das vendas de veículos eletrificados no país?
O mercado brasileiro encerrou 2025 com mais de 223 mil unidades vendidas, um desempenho muito superior ao setor automotivo tradicional. A tendência segue acelerada em 2026: apenas no primeiro bimestre, os emplacamentos saltaram 90% em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse grupo inclui modelos 100% elétricos e diferentes tipos de híbridos, que combinam um motor elétrico com um a combustão.
A quantidade de carregadores disponíveis é suficiente para todos os carros?
A infraestrutura cresceu 42% em um ano, chegando a 21.061 postos de recarga. Contudo, ainda há um desafio: hoje existe um carregador para cada 19,6 veículos, enquanto o índice considerado ideal pelo setor é de um para dez. Um ponto positivo é o avanço dos carregadores ultrarrápidos (chamados de DC), que já representam 31% da rede nacional e reduzem drasticamente o tempo de espera do motorista.
Quais são as novas regras para instalar carregadores em condomínios?
A instalação privada em prédios é a nova tendência. Em São Paulo, uma lei recente garante ao morador o direito de instalar seu próprio ponto de recarga. Para isso, é obrigatório contratar um profissional habilitado e emitir registros técnicos (como a ART). O objetivo é garantir que a rede elétrica do edifício suporte a carga extra sem causar quedas de energia ou sobrecargas perigosas.
Existem riscos de segurança no carregamento doméstico?
Sim, e por isso as normas técnicas são fundamentais. Se a estrutura não for bem dimensionada, há risco de incêndios na fiação ou nos veículos. Recentemente, o Corpo de Bombeiros atualizou orientações que incluem a instalação de botões de desligamento de emergência integrados ao alarme do prédio e sinalização específica. Quando o equipamento segue os padrões da ABNT e a instalação é feita corretamente, a recarga é considerada uma atividade segura.
Quem está investindo na criação desses novos eletropostos?
O mercado está em um momento de abertura para novos empreendedores. Como a demanda é alta e as políticas públicas ainda são tímidas, pequenos e médios empresários estão criando suas próprias redes de recarga, enxergando uma oportunidade de lucro rápido. Especialistas acreditam que, em poucos anos, quando o mercado estiver maduro, esses pioneiros poderão ser incorporados por grandes empresas globais do setor de energia.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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