O ex-ministro socialista António José Seguro e o candidato conservador André Ventura foram os dois candidatos mais votados nas eleições deste domingo (18) para a presidência de Portugal. Os dois disputarão em fevereiro, informou a agência Efe. É a primeira vez em 40 anos que a disputa vai ao segundo turno.
Com 95% dos votos apurados, Seguro tinha liderança de 30,62%, seguido por Ventura, com 24,26%. Em terceiro lugar, com 15,49%, chegou o liberal João Cotrim de Figueiredo, logo à frente do almirante na reserva Henrique Gouveia e Melo (12,25%) e do comentarista político conservador e ex-ministro Luís Marques Mendes (11,97%). Nenhum dos demais seis candidatos teve mais 2% dos votos.
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Mais de 11 milhões de cidadãos portugueses – dos quais mais de 1,7 milhão vivem no exterior – e estavam aptos a votar para eleger o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que deixará o posto após dois mandatos de cinco anos e não podia mais se reeleger.
O presidente de Portugal tem a função de árbitro e fiscalizador da vida política e não tem prerrogativas executivas. Ele pode, no entanto, vetar leis, dissolver o Parlamento e convocar eleições.
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