Thiago Almeida Denz e Renan Machado Melo, pilotos profissionais, são acusados pelo Ministério Público de São Paulo de integrar o núcleo aéreo do PCC, transportando cocaína em voos nacionais e internacionais. Cada operação doméstica rendia cerca de R$ 750 mil, enquanto o tráfico internacional gerava US$ 800 por “peça” de entorpecente embarcada.
O esquema, coordenado por João Carlos Camisa Nova Júnior, o “Don Corleone”, e André Roberto da Silva, o “Urso”, utilizava um jato francês adaptado com compartimentos ocultos. Investigadores apontam que os voos eram realizados com passageiros obrigatórios a bordo para reduzir riscos de fiscalização.
Thiago e Renan também são investigados na Operação Mafiusi por envio de drogas à Europa, incluindo destinos como Ilhas Canárias e Bélgica. Segundo a denúncia, eles tinham pleno conhecimento da carga e participavam da adaptação da aeronave e gestão de despesas.
A Promotoria Especializada em Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores ainda busca contato com as defesas dos pilotos. O caso evidencia a sofisticação logística do tráfico aéreo operado pelo PCC.

MILTON DE SÁ, de CAMPO GRANDE(MS)



















