Os preços do petróleo recuaram fortemente enquanto os mercados acionários se recuperaram após o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que houve discussões “construtivas” para encerrar o conflito com o Irã. A declaração incluiu a suspensão temporária de possíveis ataques a infraestruturas energéticas iranianas, o que aliviou a tensão global.
O petróleo Brent chegou a cair de US$ 113 para US$ 96 o barril antes de se estabilizar próximo de US$ 103, refletindo a volatilidade do cenário. Ao mesmo tempo, bolsas europeias e americanas reagiram positivamente, com índices como o S&P 500 e o Dow Jones registrando alta superior a 1%.
Na Europa, o FTSE 100 fechou estável após forte queda inicial, enquanto o DAX alemão subiu 1,2% e o CAC francês avançou cerca de 0,9%. Já na Ásia, mercados como o Nikkei e o Kospi encerraram em queda acentuada, impactados pela dependência energética da região.
Apesar do otimismo momentâneo, o governo iraniano negou qualquer negociação com os EUA, classificando as declarações como tentativa de manipulação de mercado. A tensão segue elevada, especialmente no estratégico Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás.
Especialistas alertam que, mesmo com sinais de trégua, os preços da energia permanecem elevados e a instabilidade pode provocar uma crise prolongada. A Agência Internacional de Energia destacou o risco de um dos piores choques energéticos das últimas décadas, com impactos diretos no custo de vida e nas cadeias globais de suprimento.
MILTON DE SÁ, de CAMPO GRANDE(MS)
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