O Ministério da Saúde, a farmacêutica MSD e o Instituto Butantan assinaram um acordo para a produção no Brasil de um tratamento inovador contra o câncer. O objetivo é atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou, nesta quinta-feira (26), que a parceria traz mais desenvolvimento para o país:
“A saúde deixou de apenas ser uma política social e passou também a ser o eixo central de desenvolvimento econômico, inovação tecnológica, geração de empregos qualificados. Uma agenda que se traduz em ações concretas de fortalecimento da produção nacional, estímulo à inovação e transferências tecnológicas, formação de capacidades técnicas, integração entre política de saúde e política industrial e cooperação internacional. E o SUS ocupa um lugar central nessa estratégia de desenvolvimento. Ele acaba sendo o principal organizador da demanda. O SUS atende mais de 200 milhões de pessoas.”
Imunoterapia pembrolizumabe
O acordo prevê que, a cada ano, cerca de 13 mil pacientes sejam beneficiados com a imunoterapia pembrolizumabe, indicada para câncer de pulmão, mama triplo-negativo, colo do útero, esôfago e melanoma — tipos da doença com grande número de casos no país.
Diferente dos tratamentos tradicionais, a imunoterapia atua estimulando o próprio sistema imunológico do paciente a identificar e combater as células cancerígenas, oferecendo respostas mais eficazes e, geralmente, menos efeitos colaterais.
O pembrolizumabe é o imunoterápico oncológico mais utilizado em todo o mundo. No Brasil, desde o lançamento, em 2016, mais de 56 mil pacientes já foram tratados com esse medicamento. Com a chegada ao SUS, a expectativa é ampliar ainda mais esse alcance na rede pública.
A produção do medicamento será realizada em São Paulo, no parque industrial do Instituto Butantan, por meio de um processo de transferência de tecnologia com a MSD, previsto para ser finalizado em até dez anos.
Créditos Rádio Nacional/ Agência Brasil



















