A médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, foi morta a tiros dentro de seu carro durante uma abordagem da Polícia Militar em Cascadura, no domingo (15) zona norte do Rio de Janeiro. A Secretaria de Estado de Polícia Militar lamentou o ocorrido e informou que instaurou procedimento interno para apurar os fatos, com armas e câmeras corporais dos policiais à disposição da investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou que testemunhas relataram que o veículo da médica foi confundido com o de criminosos e questionou a ausência de políticas eficazes de segurança pública. Segundo Anielle, Andréa atuava há 28 anos como ginecologista e cirurgiã-geral, cuidando da saúde de mulheres. A ministra ressaltou o impacto da perda de uma profissional negra e cobra investigação rápida e rigorosa.
O caso reacende o debate sobre violência policial e racismo estrutural no Brasil. Autoridades reforçam que o procedimento apuratório seguirá conforme protocolo da corporação.



















