O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou como crítico o cenário no município de Dourados, no Mato Grosso do Sul, que está em situação de emergência por causa do avanço dos casos de Chikungunya. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti.
Em todo o estado já foram registradas neste ano sete mortes, a maioria nas aldeias Jaguapiru e Bororó. Além disso, de acordo com relatório da Vigilância Epidemiológica de Dourados, a reserva indígena do município também concentra a maior parte dos mais 1.700 casos confirmados de Chikungunya, incluindo 37 gestantes. Outros 1.893 possíveis casos estão em análise.
Uma comitiva do governo federal esteve em Dourados na última sexta-feira. Durante a visita, o ministro Eloy Terena destacou que a situação será enfrentada sem apontar culpados.
“Quando se trata de saúde, vidas humanas, a responsabilidade é até global, né? Então nós não estamos aqui para dizer: ‘ah, a responsabilidade era do município, ou do governo do estado, ou do governo federal’. Nós estamos aqui para reconhecer essa situação crítica, portanto nós não temos uma posição negacionista, e vamos enfrentar.”
O avanço da chikungunya em Dourados motivou o governo federal a anunciar uma série de medidas para combater o mosquito Aedes aegypti, interromper o ciclo de transmissão da doença e aperfeiçoar o atendimento aos pacientes.
Já foram destinados cerca de R$ 3,1 milhões em recursos públicos à cidade. Do total, R$ 1,3 milhão vão para ações de socorro e assistência humanitária, como apoio direto à população. Mais R$ 974,1 mil vão custear iniciativas como limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação em aterro sanitário licenciado. Os R$ 855,3 mil restantes financiarão outras ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya no município.
O Ministério da Saúde informou que a pasta vai contratar, provisoriamente, e capacitar, 50 agentes de combate a endemias. Eles vão se juntar aos 40 militares disponibilizados pelo Ministério da Defesa para atuarem na região.
Da Rádio Nacional, no Rio de Janeiro, Solimar Luz.
Créditos Rádio Nacional/ Agência Brasil



















