O ministro do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, se declarou suspeito para relatar o pedido de deputados federais para a instalação de uma CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito, para investigar o Banco Master.
Toffoli havia sido sorteado pelo sistema eletrônico do STF nesta quarta-feira. O ministro justificou que, mesmo o Supremo tenha afastando qualquer impedimento dele no processo relacionado ao Master, por razões de foro íntimo, se declararia suspeito.
A ação foi redistribuída para o ministro Cristiano Zanin.
O processo foi movido pelo deputado Rodrigo Rollemberg, do PSB do Distrito Federal, que juntou as assinaturas necessárias para a abertura da CPI. Para o parlamentar, há omissão do presidente da Câmara, Hugo Motta, para instalar a Comissão.
Dias Toffoli foi relator da ação no STF que investiga o Banco Master até fevereiro, quando a Polícia Federal informou ao presidente do Supremo, o ministro Edson Fachin, que foram encontradas conversas entre Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Master, no celular apreendido do banqueiro.
Além disso, investigações apontam que Toffoli teria vendido parte de uma empresa que ele tem com seus irmãos em um resort no Paraná para um fundo de investimento que seria ligado ao Master.
Na época, o ministro afirmou que as ações do resort foram vendidas antes da abertura da ação sobre o Master, que ele não mantinha relação com Vorcaro e desconhecia a relação do fundo com o banqueiro.
Na ocasião, Toffoli não se declarou impedido, mas solicitou a redistribuição do processo após reunião fechada entre todos os ministros do Supremo. Após o encontro, os ministros divulgaram nota afirmando que não caberia suspeição de Toffoli.
Créditos Rádio Nacional/ Agência Brasil



















