O aumento da população de andarilhos na Avenida Afonso Pena, na região central de Campo Grande, tem gerado insegurança constante para comerciantes e clientes. Uma trabalhadora de um restaurante denunciou episódios de ameaças, danos materiais e abordagens frequentes em frente ao estabelecimento. Segundo ela, pedidos de ajuda foram feitos à assistência social e à Polícia Militar, mas as respostas se limitaram a orientações, sem medidas práticas.
A recomendação recebida é que não sejam distribuídas marmitas e que as pessoas em situação de rua sejam encaminhadas a centros de acolhimento. A funcionária relata que, ao negar comida, já houve xingamentos, chutes em objetos e até retirada de grades do canteiro. Em um dos casos, encontrou o carro amassado após o expediente. Comerciantes vizinhos também relatam prejuízos e clientes receosos de permanecer na calçada. Somente em uma manhã de sábado, dois clientes teriam reclamado de abordagens.
A sensação, segundo ela, é de abandono diante da ausência de solução efetiva do poder público.
Guarda Civil Metropolitana
A Guarda Civil Metropolitana (CGM) intensificará as rondas da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na região central nos próximos dias. A segurança pública no município é realizada de forma integrada com as forças do Governo do Estado e do Governo Federal, conforme prevê a Constituição Federal. À GCM cabe, prioritariamente, a realização de rondas em prédios públicos e o apoio às forças ostensivas, como a Polícia Militar.
Paralelamente, a Secretaria de Assistência Social (SAS) mantém de forma contínua o trabalho do Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS), com oferta de acolhimento e demais serviços da Rede de Assistência Social às pessoas em situação de rua. As equipes atuam diariamente nas sete regiões da Capital, 24 horas por dia, realizando buscas ativas e atendendo denúncias, sempre respeitando o direito de recusa ao atendimento. O serviço pode ser acionado pelos telefones (67) 99660-6539, 99660-1469 e 156.
Patrulhamento da PMMS
Em nota, a Polícia Militar expressou que faz patrulhamento preventivo na região:
Em atenção à solicitação, a PMMS informa que o patrulhamento preventivo é realizado diuturnamente na região informada, por meio das equipes de radiopatrulha da Polícia Militar, do 1º Batalhão de Polícia Militar, bem como por nossas Unidades de atuação especializada, como o Batalhão de Choque e Batalhão de Trânsito.
Rondas preventivas e abordagens policiais ocorrem diariamente, em todos os turnos, e em todos os bairros da Capital, inclusive nos arredores da praça e ruas principais do centro da capital.
Todo policiamento é realizado com base na análise de dados estatísticos, extraídos dos Boletins de Ocorrências e também dos atendimentos à comunidade local.
A área tem sido patrulhada e as viaturas monitoradas em tempo real, com rondas programadas conforme a mancha criminal e ainda com incremento conforme solicitações que chegam ao quartel que cuida da região. Além das ações rotineiras, extraordinárias poderão ser realizadas para saturar a área ou atender a uma situação crítica da área da unidade, como essa informada. A PMMS segue trabalhando constantemente no aprimoramento e na atualização dos protocolos institucionais,
Em relação às pessoas em situação de rua, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul destaca o cumprimento de seu papel institucional enquanto órgão de segurança pública. Contudo, ressalta-se que a redução dessas situações depende, de forma significativa, da implementação e do fortalecimento de políticas públicas integradas, envolvendo áreas como saúde pública, assistência social, ordenamento urbano e revitalização de espaços, além de ações voltadas à prevenção, acolhimento e reinserção social. Trata-se de uma questão complexa, que exige atuação coordenada entre diferentes órgãos e esferas do poder público, com foco em soluções estruturais e duradouras.
Estaremos informando a unidade da PMMS responsável pela região, transmitindo que houve esta demanda, a fim de ser feito uma análise da referida situação.