A cidade de Ubá confirmou, nesta quarta-feira (11), a primeira morte por leptospirose, depois das chuvas e enchentes que atingiram o município mineiro no mês passado. A Secretaria de Saúde da cidade informou que a vítima era uma mulher com idade entre 30 e 35 anos.
No município, 41 casos notificados da doença estão sendo investigados. As amostras foram enviadas para análise na Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte.
Orientações
Nas redes sociais, a secretaria reforçou que a leptospirose é transmitida pelo contato com água ou lama contaminada pela urina de ratos, algo comum em enchentes. A orientação é ficar atento a sintomas como febre, dor de cabeça, dor intensa no corpo, sobretudo nas panturrilhas, náuseas e vômitos. Segundo a prefeitura, nesses casos, a recomendação é procurar uma unidade de saúde. Se houver agravamento, é preciso buscar atendimento hospitalar imediato.
Tragédia
As fortes chuvas na Zona da Mata mineira, no final de fevereiro, deixaram 72 mortos por deslizamentos de terra, desabamentos de prédios e transbordamento de rios. Foram 65 mortes registradas em Juiz de Fora e sete em Ubá, além de milhares de moradores desalojados ou desabrigados, incluindo a cidade de Matias Barbosa.
Previsão do tempo
O Inmet mantém aviso de grande perigo para o acumulado de chuva na Zona da Mata mineira, válido até o final da noite de quinta-feira (12). O risco é de chuva superior a 100 mm por dia, com grandes alagamentos, transbordamento de rios e grandes deslizamentos de encostas.
Esse alerta de grande perigo também vale para o litoral sul paulista e para as regiões metropolitanas de São Paulo e de Curitiba. No Sul do país, há perigo de tempestade com ventos intensos e queda de granizo em áreas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná.
No Centro-Oeste, no Norte e em parte do Nordeste, o aviso é de perigo para chuvas intensas em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Pará, Amapá e áreas do Maranhão.
Já o alerta de perigo potencial, mais brando, vale para o Piauí e para outras regiões do Maranhão.
Créditos Rádio Nacional/ Agência Brasil



















