A forte expansão do Pix e o avanço das fintechs reduziram em quase R$ 2 bilhões as receitas com tarifas de conta-corrente dos três maiores bancos de capital aberto do País em 2025. Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil arrecadaram juntos R$ 15,155 bilhões com contas bancárias, queda de 11% em relação a 2024. O recuo ocorre em meio à transformação estrutural do setor, que tem migrado de um modelo baseado em tarifas por transação para uma estratégia focada na oferta de crédito, seguros e investimentos.
Apesar da perda nas contas correntes, a receita total com prestação de serviços cresceu quase 5%, somando R$ 15,7 bilhões. A participação das tarifas de conta-corrente no total caiu de 15% para 13% em um ano. O avanço de bancos digitais, como o Nubank, que encerrou 2025 com 112 milhões de usuários, ampliou a competição por clientes. O Pix substituiu operações tarifadas, como TEDs, e estimulou a digitalização, reduzindo custos operacionais.
Em resposta, os grandes bancos aceleraram investimentos em tecnologia e fecharam agências físicas. A Febraban defende a modernização das regras de tarifas para equilibrar a concorrência no novo ambiente regulatório.
MILTON DE SÁ, de CAMPO GRANDE(MS)



















