NOVA FM 96.1
Advertisement
  • Home
  • Primeira Hora Notícias
  • News
    • Todos
    • Ciência Global
    • Mundo
    • Negócios
    • Política
    Lula e Narendra Modi reafirmam fortalecimento de parceria Brasil-Índia

    Lula e Narendra Modi reafirmam fortalecimento de parceria Brasil-Índia

    Caso Master: BRB apresenta plano ao BC para recomposição de capital

    Governo do DF faz proposta de uso de imóveis como garantia ao BRB

    CNU 2: prazo para confirmar interesse nas vagas termina segunda (23)

    CNU 2: prazo para confirmar interesse nas vagas termina segunda (23)

    Bloco Quizomba celebra o verde e a sustentabilidade nas ruas do Rio

    Celular Seguro: bloqueio de aparelhos cresceu 40% no Carnaval 2026

    Rio recebe Desfile das Campeãs do Carnaval neste sábado

    Rio recebe Desfile das Campeãs do Carnaval neste sábado

    Lula diz que ampliar acordo Mercosul-Índia é prioridade para o Brasil

    Lula diz que ampliar acordo Mercosul-Índia é prioridade para o Brasil

    Trending Tags

    • Trump Inauguration
    • United Stated
    • White House
    • Market Stories
    • Election Results
  • Fale Conosco
  • Quem Somos
  • Expediente
Ops, sem resultados...
Ver Todos Os Resultados
  • Home
  • Primeira Hora Notícias
  • News
    • Todos
    • Ciência Global
    • Mundo
    • Negócios
    • Política
    Lula e Narendra Modi reafirmam fortalecimento de parceria Brasil-Índia

    Lula e Narendra Modi reafirmam fortalecimento de parceria Brasil-Índia

    Caso Master: BRB apresenta plano ao BC para recomposição de capital

    Governo do DF faz proposta de uso de imóveis como garantia ao BRB

    CNU 2: prazo para confirmar interesse nas vagas termina segunda (23)

    CNU 2: prazo para confirmar interesse nas vagas termina segunda (23)

    Bloco Quizomba celebra o verde e a sustentabilidade nas ruas do Rio

    Celular Seguro: bloqueio de aparelhos cresceu 40% no Carnaval 2026

    Rio recebe Desfile das Campeãs do Carnaval neste sábado

    Rio recebe Desfile das Campeãs do Carnaval neste sábado

    Lula diz que ampliar acordo Mercosul-Índia é prioridade para o Brasil

    Lula diz que ampliar acordo Mercosul-Índia é prioridade para o Brasil

    Trending Tags

    • Trump Inauguration
    • United Stated
    • White House
    • Market Stories
    • Election Results
  • Fale Conosco
  • Quem Somos
  • Expediente
Ops, sem resultados...
Ver Todos Os Resultados
NOVA FM 96.1
Ops, sem resultados...
Ver Todos Os Resultados
Home Gazeta do Povo

Crimes de opinião serão mais graves quando o alvo é autoridade

Aldemir Oliveira Aldeia Por Aldemir Oliveira Aldeia
07.02.2026
Por Gazeta do Povo
0
Ícone de Busca

Crimes de opinião serão mais graves quando o alvo é autoridade

221
SHARES
737
VIEWS
Share on FacebookShare on Twitter

Esta semana, o Supremo Tribunal Federal tomou uma decisão que vai diametralmente contra as mudanças pedidas pela Organização dos Estados Americanos para melhorar a liberdade de expressão no Brasil. Por 6 votos a 4, a corte manteve o aumento de pena para crimes contra a honra quando o alvo é autoridade pública, reforçando a punição criminal da palavra dirigida aos poderosos. É justamente no momento em que se esperava o movimento oposto: a descriminalização da opinião e o deslocamento desses conflitos para a esfera cível.

O julgamento encerrou uma ação proposta pelo Partido Progressista questionando a constitucionalidade do dispositivo do Código Penal que prevê acréscimo de um terço na pena de calúnia, difamação e injúria quando esses crimes são praticados contra funcionários públicos ou presidentes de Poder. Prevaleceu a tese apresentada pelo ministro Flávio Dino, acompanhada por Nunes Marques, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Para essa maioria, o agravamento da pena não protege apenas a pessoa física do agente público, mas a instituição que ele representa.

A decisão do STF representa uma escolha institucional consciente. Em vez de avançar na descriminalização da palavra, a corte amplia a punição penal quando a crítica se dirige ao próprio poder

A divergência expôs uma fratura relevante dentro do Tribunal. Luís Roberto Barroso, André Mendonça e Cármen Lúcia defenderam que o aumento de pena deveria se restringir à calúnia, único crime contra a honra que envolve imputação de crime. Edson Fachin foi além e votou pela improcedência total da norma, afirmando que a Constituição não autoriza hierarquizar a proteção penal da honra conforme o cargo ocupado pela vítima. Fachin lembrou que, em uma democracia, o controle dos abusos do poder se faz por transparência e escrutínio público, não por intimidação penal da crítica.

O contraste dessa decisão com o Relatório Especial sobre a Situação da Liberdade de Expressão no Brasil, publicado pela Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, é direto e incontornável. Não se trata de um texto opinativo, mas de um documento técnico elaborado após visita oficial ao Brasil entre 9 e 14 de fevereiro de 2025, liderada pelo relator Pedro Vaca Villarreal, com análise do marco jurídico, decisões judiciais e dezenas de oitivas com jornalistas, comunicadores, acadêmicos, organizações da sociedade civil, representantes de plataformas digitais e lideranças políticas. Fui uma das jornalistas censuradas que prestaram depoimento direto ao relator, relatando casos concretos de restrição à minha atuação profissional. Os próprios ministros do STF estiveram com o relator.

O relatório parte de um princípio estruturante do sistema interamericano: a liberdade de expressão existe, sobretudo, para permitir a fiscalização do poder. Por isso, é explícito ao afirmar que “os agentes públicos, em razão da natureza de suas funções, devem demonstrar maior tolerância e menor sensibilidade frente à crítica”. A lógica é simples e democrática: quem exerce poder deve estar mais exposto ao escrutínio social, não mais protegido contra ele.

A partir desse princípio, a recomendação é clara. Opiniões não devem ser criminalizadas. Conflitos envolvendo honra, especialmente quando relacionados a agentes públicos e a assuntos de interesse público, devem ser tratados prioritariamente na esfera cível, por meio de mecanismos proporcionais de reparação. O uso do direito penal para reagir à crítica produz efeito inibidor sobre o debate público e incentiva a autocensura.

O relatório relembra que essa posição não é nova. Desde 1994 a Comissão Interamericana recomenda a revogação das leis de desacato por entender que elas reprimem a expressão necessária ao funcionamento de sociedades democráticas. A Declaração de Princípios sobre a Liberdade de Expressão afirma que tais leis atentam contra a liberdade de expressão. A própria Corte Interamericana já reconheceu que a descriminalização desses tipos penais adequa os ordenamentos nacionais à Convenção Americana de Direitos Humanos.

O documento mais recente apenas atualiza esse diagnóstico diante do cenário brasileiro, registrando preocupação com o uso recorrente dos crimes contra a honra para obstaculizar a divulgação de informações de interesse público. Aponta também que as penas previstas podem resultar em prisão, agravadas por fatores como o uso da internet e pela ausência de uma defesa clara baseada no interesse público da expressão.

VEJA TAMBÉM:

  • Não adianta mostrar o vídeo: eles dirão que não prova nada
  • Ele foi processado pelo MPF por chamar Lula, que já foi presidiário, de ex-presidiário

A decisão do STF representa uma escolha institucional consciente. Em vez de avançar na descriminalização da palavra, a corte amplia a punição penal quando a crítica se dirige ao próprio poder. Em vez de reconhecer que autoridades devem ser mais abertas ao escrutínio, reafirma uma proteção penal diferenciada.

O efeito prático é imediato. A crítica política passa a carregar risco penal agravado. Jornalistas e cidadãos aprendem a medir palavras pelo medo, não pelo interesse público. O espaço de debate se estreita, e a autocensura se torna cálculo racional.

Neutralidade não é uma opção. Não se trata de um detalhe técnico do Código Penal, mas da redefinição dos limites do debate público no país. Ou a liberdade de expressão existe para incomodar autoridades, ou aceitaremos viver em um ambiente em que excelências se tornam cada vez mais intocáveis e a crítica passa a ser tratada como crime, não como fundamento da democracia.

Créditos Gazeta do Povo
*conteúdo reproduzido para propagação da informação. Todos os direitos de imagem, conteúdo, texto e pesquisa são pertencentes a Gazeta do Povo. Caso queria que seja encerrado a publicação, envie email para jornalismo@novafm96.com.br para retirar do ar.



TAGS: alvoautoridadecrimesgravesmaisopiniãoquandoserão
Postagem anterior

Congresso tem 2 anos para autorizar indígenas explorar mineração legal

Próximo Post

SUS vai adotar insulina com ação mais prolongada

Aldemir Oliveira Aldeia

Aldemir Oliveira Aldeia

Jornalista, Bacharel em Direito, Empresário

Próximo Post
SUS vai adotar insulina com ação mais prolongada

SUS vai adotar insulina com ação mais prolongada

APP ANDROID NOVA FM 96.1 APP ANDROID NOVA FM 96.1 APP ANDROID NOVA FM 96.1
  • TENDÊNCIAS
  • COMENTÁRIOS
  • ÚLTIMAS
Governo Municipal amplia investimentos na educação com autorização de nova obra

Governo Municipal amplia investimentos na educação com autorização de nova obra

18.01.2026
Economia: Cesta básica registra queda em todas as capitais no 2º semestre de 2025

Economia: Cesta básica registra queda em todas as capitais no 2º semestre de 2025

20.01.2026
Polícia apreende 121 kg de macarrão sem procedência

Polícia apreende 121 kg de macarrão sem procedência

27.01.2026
Flamengo revisa estratégia e leva principais jogadores ao clássico

Flamengo revisa estratégia e leva principais jogadores ao clássico

19.01.2026

São Paulo é o estado brasileiro com melhores serviços municipais de saneamento

0

2026 terá 13 feriados bancários nacionais; agências não abrem ao público

0

Resultado da lotofácil 3589 de sexta-feira (16/01/2026)

0

Goiás lança plano para ampliar setor florestal e atrair novas indústrias

0
Ministérios repudiam ato de machismo contra árbitra no Brasileirão

Ministérios repudiam ato de machismo contra árbitra no Brasileirão

22.02.2026
Ícone de Busca

México teve ajuda dos EUA em operação que matou “El Mencho”

22.02.2026
João Fonseca e Marcelo Melo garantem título de duplas do Rio Open

João Fonseca e Marcelo Melo garantem título de duplas do Rio Open

22.02.2026
Ícone de Busca

Quem é Tatiana Sampaio, pesquisadora que tenta curar paraplegia

22.02.2026

POSTAGENS RECENTES

Ministérios repudiam ato de machismo contra árbitra no Brasileirão

Ministérios repudiam ato de machismo contra árbitra no Brasileirão

22.02.2026
Ícone de Busca

México teve ajuda dos EUA em operação que matou “El Mencho”

22.02.2026
João Fonseca e Marcelo Melo garantem título de duplas do Rio Open

João Fonseca e Marcelo Melo garantem título de duplas do Rio Open

22.02.2026
Ícone de Busca

Quem é Tatiana Sampaio, pesquisadora que tenta curar paraplegia

22.02.2026
  • SOBRE
  • AVISO LEGAL
  • POLÍTICA & PRIVACIDADE
  • FALE CONOSCO
  • QUEM SOMOS
  • EXPEDIENTE
  • PLAY(Ao Vivo)
+55 (67) 99661-0961

RÁDIO NOVA FM 96.1© NO AR DESDE 1997 - CNPJ: 01.764.079/0001-90

Bem-vindo de volta!

Faça login na sua conta abaixo

Esqueceu a senha? Cadastre-se

Crie uma nova conta para fazer parte do nosso portal

Preencha o formulário abaixo para se cadastrar no portal

Todos os campos são obrigatórios Login

Recupere sua senha

Digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha

Login

Adicionar Nova Lista de Reprodução

Ops, sem resultados...
Ver Todos Os Resultados
  • Home
  • Primeira Hora Notícias
  • News
  • Fale Conosco
  • Quem Somos
  • Expediente

RÁDIO NOVA FM 96.1© NO AR DESDE 1997 - CNPJ: 01.764.079/0001-90