Jovens de periferias e comunidades vulnerabilizadas participaram no sábado (6), no Rio de Janeiro, de um encontro voltado ao debate sobre direito à água, saneamento básico e resiliência climática. Organizado pela Águas Resilientes, o evento resultou na elaboração da Declaração das Juventudes, documento que será encaminhado a autoridades brasileiras e apresentado na Conferência de Águas da ONU, marcada para dezembro nos Emirados Árabes Unidos.
Durante os debates, especialistas destacaram a necessidade de ampliar investimentos em saneamento e alertaram para os impactos sociais da falta de acesso à água tratada. Dados nacionais mostram que milhões de brasileiros ainda enfrentam dificuldades relacionadas ao abastecimento e ao tratamento de esgoto. Lideranças jovens e representantes da sociedade civil defenderam maior participação popular nas decisões sobre recursos hídricos e políticas climáticas. O encontro também reforçou a importância de incluir comunidades tradicionais, povos indígenas, ribeirinhos e moradores de periferias nos espaços de governança.
Para os participantes, a água deve ser tratada como um direito fundamental ligado à dignidade, à saúde e ao desenvolvimento sustentável.
MILTON DE SÁ, de CAMPO GRANDE(MS)
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