Dados do Ministério da Saúde publicados pelo jornal O Estado de S.Paulo afirmam que, de 3 de março a 18 de maio deste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 883 consultas virtuais, por videoconferência, para pessoas viciadas em apostas on-line, as bets – uma média de 12 atendimentos por dia. As consultas são gratuitas e confidenciais e duram 45 minutos; o paciente é atendido por psicólogos e psiquiatras, em uma parceria entre o SUS e o Hospital Sírio-Libanês. Segundo o Estadão, o governo avalia que muitos dos pacientes que buscam as teleconsultas não procurariam o SUS presencialmente, por vergonha de admitir o vício e suas consequências, como o endividamento da família.
Em maio, o jornal paulista havia informado que mais de 500 mil pessoas haviam acessado a Plataforma Centralizada de Autoexclusão nos primeiros cinco meses de funcionamento para pedir a autoexclusão de bets – a plataforma impede que a pessoa acesse cerca de 200 sites de apostas on-line. Quatro em casa dez pedidos eram motivados por questões de saúde mental, com “perda de controle sobre o jogo”, e sete em cada dez pedidos tinham duração indeterminada (o usuário pode optar por bloqueios de um, três, seis ou nove meses, um ano, ou sem prazo). No fim do ano passado, um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estimou um custo anual de quase R$ 39 bilhões por danos associados às bets, incluindo despesas das redes de saúde, pagamento de seguro-desemprego e outros gastos decorrentes do vício. O montante não incluía as perdas financeiras dos apostadores.
Créditos Gazeta do Povo
*conteúdo reproduzido para propagação da informação. Todos os direitos de imagem, conteúdo, texto e pesquisa são pertencentes a Gazeta do Povo. Caso queria que seja encerrado a publicação, envie email para jornalismo@novafm96.com.br para retirar do ar.



















