Alexandre de Moraes, que é o relator de tudo no Brasil, liberou para julgamento no STF uma ação que acusa Eduardo Bolsonaro do crime de coação contra o Supremo no julgamento do pai dele, Jair Messias Bolsonaro. Explicando: o Supremo é a vítima, e a vítima vai julgar o suposto agressor. Não é incrível? É incrível – a acepção da palavra “incrível” é algo em que não é possível acreditar, de tão absurdo que é. Mas isso não é novidade: no 8 de janeiro, há gente acusada de planejar o sequestro e o assassinato de Moraes, e o próprio Moraes é relator e julgador. Nenhuma escola de Direito aceitaria uma coisa dessas, mas é o que acontece no Brasil.
Era previsível que tentassem incluir Flávio Bolsonaro nos inquéritos
Como era previsível também, uma vez que Flávio se tornou candidato, também virou alvo. Há pedidos do Psol e do PT para incluir Flávio nesse mesmo caso, alegando que ele foi para os Estados Unidos para pedir aos americanos que pressionassem o Supremo. O líder petista, Lindbergh Farias, acionou a Procuradoria-Geral da República pedindo a inclusão de Flávio, e agora um deputado do PSOL, Henrique Vieira, pediu a mesma coisa. Era de se esperar, até porque Flávio não só é candidato, mas também aparece nas pesquisas como o principal adversário de Lula.
WhatsApp: entre no grupo e receba as colunas do Alexandre Garcia
A esquerda também se aproveita da relação entre Flávio e Daniel Vorcaro, quando o senador pediu ao banqueiro que pagasse o que ele havia se comprometido a desembolsar para a produção do filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. A defesa de Vorcaro está preparando uma segunda versão da delação; na primeira, ele já tinha prometido devolver R$ 60 bilhões. Isso é praticamente o orçamento do Exército Brasileiro inteiro! Vorcaro tinha tudo isso? É incrível! E, se ele tinha tudo isso para devolver, é claro que ele tem reservas de toda ordem, bens imóveis, ativos de giro, em paraísos fiscais, em nome de laranjas…
Brasil não se cansa de comprovar que, aqui, o crime compensa
Esse é o problema do Brasil, que todo dia mostra como a desonestidade, a vigarice e a bandidagem recompensam. Não estamos em um país onde que vigora o dito “o crime não compensa”. Em qualquer país civilizado, a pessoa pratica o crime e é punida. Aqui no Brasil, vejam a Lava Jato, vejam o mensalão: a pessoa está envolvida, comprova-se tudo, e acaba solta. Na Lava Jato, já houve até devolução de multas pagas em delações premiadas. Gente que confessou o crime, que devolveu o dinheiro, recebe tudo de volta. Os jovens, as novas gerações, olham para isso e vão imaginar o quê?
Créditos Gazeta do Povo
*conteúdo reproduzido para propagação da informação. Todos os direitos de imagem, conteúdo, texto e pesquisa são pertencentes a Gazeta do Povo. Caso queria que seja encerrado a publicação, envie email para jornalismo@novafm96.com.br para retirar do ar.

















