Resumo
- O CEO da Microsoft, Satya Nadella, alerta que a IA precisa ser útil ou não poderá manter o acesso a recursos como energia.
- A alta demanda por energia da IA já impacta contas de luz, consumo de água e emissões de gás carbônico.
- A crise da RAM é um exemplo de como a IA afeta cadeias de suprimentos, encarecendo componentes de tecnologia.
Satya Nadella, CEO da Microsoft, fez uma recomendação aos desenvolvedores de inteligência artificial generativa: torná-la útil para as pessoas e para a sociedade. Do contrário, o executivo teme que a própria sociedade limite o acesso da IA a recursos como energia.
“Nós perderemos rapidamente até mesmo a permissão da sociedade para pegar coisas como energia, que é um recurso escasso, e usá-la para gerar tokens, caso esses tokens não estejam melhorando a saúde, a eficiência do setor público, a competitividade do setor privado”, avaliou Nadella. “E isso, para mim, em última análise, é a meta.”
A declaração, que também pode ser lida como um alerta, foi feita durante um debate no Fórum Econômico de Davos, na Suíça.


O líder da Microsoft não deixou de elogiar a tecnologia, dizendo que a IA generativa é um “amplificador cognitivo” que dá acesso a uma “quantidade infinita de mentes”. Mas a ênfase de sua participação no debate foi mesmo em relação à utilidade.
Em um exemplo prático, Nadella diz que um médico poderia passar mais tempo com o paciente caso a IA se encarregue de transcrever a conversa, fazer registros e enviar documentos para o plano de saúde.
Quais são os recursos usados pela IA?
De fato, a energia é um dos grandes gargalos para o desenvolvimento da IA — tanto que Google, Meta e Microsoft já têm planos para usar energia nuclear em seus data centers.
Nos Estados Unidos, essa alta demanda já tem consequências práticas, e pessoas comuns já estão pagando contas de luz mais caras. Além disso, existem questões relacionadas a consumo de água e emissões de gás carbônico.
A IA não impacta apenas recursos naturais — ela também está causando mudanças drásticas nas cadeias de suprimentos da tecnologia. O exemplo mais recente é a crise da RAM: as fabricantes direcionaram sua produção para o tipo de memória empregado nos chips de IA, deixando de lado componentes usados em computadores e celulares.
Por isso, está cada vez mais caro comprar um pente de RAM. A própria indústria deve sentir o baque: a expectativa é que notebooks e smartphones fiquem mais caros e, ao mesmo tempo, estagnados em especificações técnicas, já que não vai dar para aumentar a quantidade de memória deles.
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