Projetos de bioeconomia vêm transformando áreas degradadas no Pará ao integrar produção agrícola sustentável e preservação ambiental, com destaque para sistemas agroflorestais que recuperam pastagens e geram renda. Em Canaã dos Carajás, uma fazenda-laboratório desenvolve cultivo de cacau consorciado com outras espécies, promovendo equilíbrio ecológico e produtividade. A iniciativa, apoiada por empresas e financiamento público, conecta produtores ao mercado de créditos de carbono e fortalece cadeias sustentáveis. Na Amazônia, centenas de startups e projetos similares impulsionam a economia local com base na sociobiodiversidade.
Pesquisas da Embrapa ampliam esse cenário com dezenas de projetos voltados a culturas como açaí, guaraná e castanha, conciliando produção e baixa emissão de carbono. Em Parauapebas, agricultores familiares investem na mandioca por meio da agroecologia, com beneficiamento próprio para agregar valor e garantir mercado. A bioeconomia já movimenta bilhões no estado e atrai investimentos crescentes, embora ainda enfrente desafios de integração e escala.
Especialistas apontam a necessidade de coordenação institucional e políticas públicas para consolidar o modelo. Diante das mudanças climáticas e riscos à Amazônia, o fortalecimento dessas iniciativas surge como estratégia essencial para desenvolvimento sustentável e inclusão social.



















