Após acumular vivências gastronômicas em diferentes partes do planeta, o chef paulistano André Nardo encontrou no coração do Centro-Oeste o verdadeiro propósito para a sua cozinha. Foi no contato direto com a terra e com os produtores de Mato Grosso do Sul que o profissional redefiniu sua identidade culinária, transformando insumos locais na base de criações sofisticadas.
Da formação internacional ao desembarque na capital
O início de sua carreira ocorreu em São Paulo, mas o desejo de aprofundar conhecimentos técnicos o levou a cruzar fronteiras. Entre passagens pelos Estados Unidos e pela Europa, Nardo aprimorou o domínio da gastronomia clássica francesa na renomada escola Le Cordon Bleu, sediada em Londres.
A bagagem acumulada no exterior ganhou novo rumo em 2011, ano em que o cozinheiro decidiu se estabelecer em Campo Grande. Na época, a proposta inicial era conectar a precisão europeia à despensa sul-mato-grossense.
“Quando eu cheguei em Campo Grande, meu objetivo era unir as técnicas francesas com o que aprendi em Londres, com os ingredientes regionais de Mato Grosso do Sul, e, no começo, eu tive um bistrô contemporâneo, o Dom Bistrô”, recorda o cozinheiro.
Conexão com a agricultura familiar e sustentabilidade
Com o amadurecimento do trabalho no estado, Nardo percebeu que a valorização regional ia muito além de receitas folclóricas ou do uso pontual de elementos icônicos. O conceito exigia uma conexão real com a cadeia produtiva, o que o levou a priorizar compras diretas de quem planta e colhe na região.
“Eu acho fundamental valorizar os ingredientes regionais, por serem, primeiro, locais, de produtores locais, ou seja, que vão fomentar a sustentabilidade econômica, e também por serem mais frescos, por evitar transporte, por serem uma coisa mais fresca, uma coisa do dia a dia.”
Variedade e apoio aos pequenos produtores
Atualmente, o trabalho do profissional foca em escolhas conscientes. O cardápio privilegia o pescado nativo e abrange insumos diversos fornecidos por pequenos produtores, incluindo o cultivo regional de cogumelos.
“Eu acredito que comida regional é comida produzida naquele local, não só ingredientes específicos. Colocar ingredientes do estado não só é um orgulho, mas é um dever de todo cozinheiro, justamente buscando essa sustentabilidade, essa forma de trazer o pequeno produtor para que ele se desenvolva e nos traga produtos”, destaca.
Para o chef, a gastronomia responsável depende diretamente de parcerias sólidas no campo. “Um cozinheiro não é nada sem o produtor. A gente precisa do produtor grande, do produtor pequeno, a gente precisa de toda a cadeia”, conclui.
Os projetos e a rotina gastronômica do cozinheiro podem ser acompanhados pelo perfil @chefandrenardo nas redes sociais.
Fonte e Crédito de Imagens: Portal TopMidiaNews *repostado afim de propagar a informação, sem fins comerciais




