Foi durante uma partida entre Brasil e México, nos anos 90, que Oscar Schmidt, ganhou o apelido que o acompanharia pela vida toda: Mão Santa. Sacada do repórter Juarez Araújo, que pegou a deixa do locutor da partida, Álvaro José. O apelido pegou e o batismo, se é que se pode falar assim, veio em uma reportagem publicada no jornal A Gazeta Esportiva, ainda na versão impressa. Quem conta é Júlio Deodoro, diretor da publicação na época.
“Foi o Juarez, que era nosso setorista de basquete. E, numa das partidas memoráveis de Oscar, ele disse que ele tinha as mãos santas. E aí, foi divulgado na Gazeta Esportiva. A partir de então, essa expressão foi eternizada realmente como um momento de grande sucesso, do nosso grande ídolo, Oscar Schmidt”.
O apelido tinha razão de ser. Em toda a carreira, o Mão Santa ficou conhecido por sua precisão e mira. Quando ele pegava na bola, era tranquilidade para o torcedor brasileiro. Cesta na certa! E os números estão aí para comprovar: foram 1.093 pontos em cinco edições de Jogos Olímpicos. Em toda carreira, mais de 50 mil pontos, segundo a Confederação Brasileira de Basquetebol. É o maior cestinha da história do basquete mundial. Seu nome está, inclusive, no Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter jogado na liga norte-americana.
Em vida, sempre foi modesto em relação ao apelido. Dizia que não existia mão santa e sim, mão treinada. E que quanto mais treinava, mais santa ficava a mão. E ele sabia do que falava. Contava que durante o treino pesado, chegava a fazer mil arremessos por dia. Fora o desafio de acertar 20 cestas de 3 pontos consecutivas. Se errasse uma, começava de novo.
*Com produção de Leandro Calixto
Créditos Rádio Nacional/ Agência Brasil



















