A reabilitação da fala e da deglutição em pacientes hospitalizados ganha destaque no Dia Mundial da Voz, celebrado neste 16 de abril.
Funções essenciais como falar e se alimentar, que costumam passar despercebidas no dia a dia, podem ser seriamente afetadas por diferentes condições de saúde.
Nos hospitais, o perfil mais comum inclui idosos mais frágeis, pessoas com doenças neurológicas e pacientes que passaram por situações clínicas graves. São frequentes os casos decorrentes de Acidente Vascular Cerebral, o AVC, além de doenças como Parkinson e Alzheimer.
De acordo com a fonoaudióloga Carolina Ferreira Pellegrino, coordenadora de Fonoaudiologia do Centro Valsa de Reabilitação, no Rio de Janeiro, a maioria dessas alterações tem origem neurológica. O AVC, segundo ela, é a principal causa, por afetar áreas do cérebro responsáveis pela linguagem e pelo ato de engolir, por isso, recomenda que se procure um especialista o quanto antes caso haja algum desses sinais.
“Quando perceber qualquer alteração no padrão do paciente, seja de deglutição, fala ou voz, se solicite uma avaliação fonoaudiológica.”
A disfagia, dificuldade para deglutir, pode comprometer a alimentação, a hidratação e até a respiração. Um dos riscos mais graves é a aspiração de alimentos ou saliva para os pulmões, o que pode provocar pneumonia aspirativa — uma das principais causas de óbito em idosos e pacientes neurológicos.
Nesse contexto, o trabalho do fonoaudiólogo envolve estratégias terapêuticas individualizadas, que vão desde ajustes na consistência dos alimentos até exercícios para fortalecer e coordenar os músculos.
E, segundo a especialista, os ganhos são enormes. Voltar a se alimentar ou a se comunicar resgata autonomia, autoestima e melhora o envolvimento do paciente com o próprio tratamento.
“Fala e deglutição são funções refinadas, essenciais para o ser humano e vão muito além do ato de se alimentar. Embora pareçam básicas, estão intimamente ligadas à forma como o ser humano se relaciona com o mundo. Em caso de pacientes hospitalizados, a gente observa com uma certa frequência prejuízos nessas funções.”
Por isso, sinais como engasgos frequentes, tosse durante as refeições, voz “embolada”, sensação de alimento parado na garganta e perda de peso sem causa aparente merecem atenção. O diagnóstico precoce e o início rápido da reabilitação fazem toda a diferença.
Créditos Rádio Nacional/ Agência Brasil



















