O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta segunda-feira (6) o pedido de prorrogação por mais 60 dias da CPI do Crime Organizado no Senado, com apoio de 28 parlamentares, número acima do mínimo exigido. Caso a extensão não seja aprovada, os trabalhos da comissão serão encerrados em 14 de abril, após 120 dias de duração.
A decisão sobre a continuidade das investigações está agora nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que deverá avaliar o requerimento apresentado pelo relator. Vieira sustenta que a CPI busca expor “abusos, omissões e crimes de figuras poderosas”, indicando que há frentes ainda não concluídas.
“A teia de relações revelada pelo caso Master alcança dimensões alarmantes de risco sistêmico e corrupção”, afirmou o senador.
Na avaliação de Alessandro Vieira, interromper os trabalhos neste momento comprometeria o aprofundamento das investigações e o esclarecimento de fatos relevantes para o país.
“O encerramento prematuro desta CPI representaria não apenas um retrocesso inaceitável na elucidação completa da infiltração do crime organizado nos mais diferentes domínios da economia brasileira, mas também um prejuízo incalculável ao interesse público”, acrescentou.
Instalada no início de novembro de 2025, a CPI surgiu em meio à repercussão da megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que resultou em 122 mortes nos complexos do Alemão e da Penha. Desde então, os senadores passaram a investigar a estrutura financeira das facções e possíveis ramificações dentro do poder público.
Ao longo das sessões e depoimentos, o escopo da comissão foi ampliado para incluir suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, que acabou sendo liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro do ano passado. O caso também é alvo da operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal e com a suspeita de ramificações com o crime organizado, o que levou a comissão a acompanhar a investigação.
Vieira afirma que ainda há etapas essenciais a cumprir antes da conclusão do relatório final, incluindo novos depoimentos e análise de documentos sensíveis.
“Ainda temos depoimentos importantes para fazer e muita documentação para analisar. O Brasil só será uma República democrática de verdade quando a mesma lei valer para todos”, escreveu o senador em uma rede social.
Assinaturas confirmadas
A prorrogação, se confirmada, deve manter a CPI ativa por mais dois meses, ampliando o prazo para coleta de provas e aprofundamento das investigações. Veja abaixo quais senadores assinaram o requerimento:
- 1 – Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI;
- 2 – Flávio Arns (PSB-PR);
- 3 – Esperidião Amin (PP-SC);
- 4 – Jorge Kajuru (PSB-GO);
- 5 – Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI;
- 6 – Mara Gabrilli (PSD-SP);
- 7 – Jaime Bagattoli (PL-RO);
- 8 – Styvenson Valentim (PSDB-RN);
- 9 – Sergio Petecão (PSD-AC);
- 10 – Plínio Valério (PSDB-AM);
- 11 – Wellington Fagundes (PL-MT);
- 12 – Jayme Campos (União Brasil-MT);
- 13 – Vanderlan Cardoso (PSD-GO);
- 14 – Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice-presidente da CPI;
- 15 – Wilder Morais (PL-GO);
- 16 – Eduardo Girão (Novo-CE);
- 17 – Damares Alves (Republicanos-DF);
- 18 – Luis Carlos Heinze (PP-RS);
- 19 – Sergio Moro (PL-PR);
- 20 – Paulo Paim (PT-RS);
- 21 – Cleitinho (Republicanos-MG);
- 22 – Astronauta Marcos Pontes (PL-SP);
- 23 – Leila Barros (PDT-DF);
- 24 – Confúcio Moura (MDB-RO);
- 25 – Magno Malta (PL-ES);
- 26 – Oriovisto Guimarães (PSDB-PR);
- 27 – Carlos Viana (Podemos-MG);
- 28 – Lucas Barreto (PSD-AP).
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