O chamado “PL da Misoginia” foi mais um exemplo de como a esquerda insiste em vestir a capa da virtude em vários temas, agora na suposta defesa das mulheres, mas, na prática, coleciona contradições que a impossibilitam de enganar a população. O objetivo é sempre o mesmo: levantar uma narrativa sobre proteção a algum grupo ou causa específica e, na prática, promover ainda mais a perseguição estatal.
O primeiro problema do tal projeto, que pretende equiparar a misoginia ao crime de racismo, é que, para início de conversa, não há a definição do que é uma mulher; portanto, o primeiro absurdo já começa por aí. O segundo ponto é que, obviamente, é mais um tipo penal aberto, permitindo a inclusão de qualquer coisa com base em “achismos” e interesses pessoais.
Qualquer “constrangimento” a uma mulher poderia ser considerado misoginia, ou seja, uma simples cobrança a uma parlamentar poderia te colocar na cadeia. Claro que as vítimas de algo assim não seriam somente os homens, tendo em vista que o ativismo trans, por exemplo, tem perseguido também as mulheres, inclusive as do mesmo lado ideológico.
Há pouco tempo, Rosângela Lula da Silva, a Janja, culpou o machismo e a misoginia, inclusive das mulheres, pelo fato de não ter um gabinete próprio à sua disposição. Seria justo ir para a cadeia por discordar disso, enquanto a própria esquerda se posiciona contra o endurecimento de penas para crimes hediondos e rejeita debates sobre medidas mais severas contra agressores, como a castração química? Afinal, que tipo de proteção é essa que não enfrenta com firmeza as raízes do problema?
Por falar em Janja, a atual esposa de Lula utilizou sua rede social para me atacar pelo meu posicionamento contrário ao projeto. Ela só esqueceu que ficou em silêncio quando Luís Cláudio Lula da Silva, filho de Lula e seu afilhado, teve uma conversa divulgada pela mídia na qual chama a própria Janja de “puta”.
Também não houve indignação quando seu marido, Luiz Inácio Lula da Silva, resolveu comentar sobre o aumento da violência contra mulheres após jogos de futebol, afirmando que “se o cara é corinthiano, tudo bem”. Se, para eles, isso é defender as mulheres, imagine se não defendessem…
Nos momentos em que a pauta pode ser usada politicamente, a reação é imediata, com vídeos, postagens e discursos inflamados. Mas, quando os fatos envolvem figuras alinhadas ideologicamente, a indignação simplesmente desaparece.
Para muitos, a causa não é a proteção das mulheres, mas sim a conveniência política
Por isso, a minha resposta à Janja obteve cerca de 26 vezes mais visualizações que o ataque raso da primeira-dama, que, no fim, ainda teve que limitar os comentários em sua publicação apenas para seus seguidores.
Narrativas podem até tentar distorcer a realidade, mas fatos continuam sendo fatos. Tudo isso só confirma que a direita não precisa ter medo de rótulos e mentiras que a esquerda utiliza para nos intimidar. Jamais podemos nos permitir ser pautados por eles, e sim não hesitar um milímetro em defender a verdade, mesmo que isso custe votos.
Créditos Gazeta do Povo
*conteúdo reproduzido para propagação da informação. Todos os direitos de imagem, conteúdo, texto e pesquisa são pertencentes a Gazeta do Povo. Caso queria que seja encerrado a publicação, envie email para jornalismo@novafm96.com.br para retirar do ar.


















